Economia

Inflação em São Paulo supera expectativa em junho: 0,65%


Alimentação e habitação foram os ítens que mais subiram. Inflação paulistana acumula alta de 5% neste ano, de acordo com levantamento da Fipe


  Por Estadão Conteúdo 05 de Julho de 2016 às 07:55

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, teve alta de 0,65% em junho, acelerando-se em relação à leitura de maio (+0,57%) e à da terceira quadrissemana do mês passado (+0,42%). A taxa é também superior à variação de 0,47% registrada em junho de 2015.

O resultado de junho apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) superou as expectativas de 10 instituições consultadas pelo AE Projeções, que previam aumento de 0,28% a 0,52%, com mediana de +0,45%.

No primeiro semestre, o índice da Fipe acumulou inflação de 5%. No período de 12 meses encerrado em junho, a inflação ficou em 10,18%.

Em junho, dois de sete grupos de produtos aceleraram ganhos na comparação com maio, ambos com forte peso no índice.

Em Habitação, a elevação dos preços aumentou de 0,51% em maio para 0,80% no mês passado, enquanto em Alimentação, a alta foi de 0,68% para 1,17%. Além disso, os custos de Transportes subiram 0,09% em junho, revertendo queda de 0,61% verificada em maio.

Por outro lado, houve desaceleração em Despesas Pessoais, de +1,30% em junho para +0,34% em maio; e nos custos de Saúde, de +1,53% para +0,42%; de Vestuário, de +0,86% para +0,32%; e de Educação, de +0,19% para +0,16%.

SERVIÇOS

O encarecimento de serviços de utilidade pública fez a inflação de serviços na cidade de São Paulo (IGS) mais que dobrar em junho (0,66%), na comparação com maio, quando foi de 0,32%, conforme dados da Fipe. 

A alta de 0,66% ficou perto do resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na capital paulista. Em junho, o IPC foi de 0,65%. No acumulado do ano (3,32%) e também em 12 meses até junho (9,06%), o IGS tem resultados inferiores aos do IPC em igual período: 5,00% (ano) e 10,18% (12 meses).

Segundo o coordenador dos indicadores da Fipe, André Chagas, a recessão segue inibindo o repasse de preços de serviços, ainda que lentamente, enquanto a pressão em alimentos continua pressionando o IPC.

Enquanto no IGS há apenas Alimentação fora do domicílio (0,46% ante 0,58%), no IPC há o grupo Alimentação, que teve alta de 1,37% no sexto mês do ano. Em junho, a inflação de serviços, segundo Chagas, teve influência principalmente do reajuste de 8,45% nas contas da Eletropaulo a partir de maio.

No IGS do sexto mês do ano, o item água e esgoto atingiu 10,97%, acumulando 26,87% de janeiro a junho. Já energia elétrica, cuja variação mensal foi de 0,43%, acumulou queda de 4,48% neste ano até junho, sendo, portanto, insuficiente para apagar a alta apurada no item água e esgoto.

Com isso, o grupo Habitação teve a maior variação no IGS da Fipe, de 1,09% em junho, após 0,37% no quinto mês do ano. A segunda taxa mais elevada foi registrada em Alimentação fora do domicilio (0,46% ante 0,58%), seguida por Saúde, de 0,52%, ante 0,67% em maio. Na sequência, aparecem Despesas Pessoais (0,13% ante 0,22%); Transportes (0,08% ante -0,01%); e Educação (0,02% ante 0,05%).

IMAGEM: Thinkstock

Atualizado às 18h30