Economia

Inflação em junho é a menor desde novembro de 2018


Principais impactos da baixa no IPCA vieram de transportes e alimentos e bebidas, de acordo com o IBGE


  Por Estadão Conteúdo 10 de Julho de 2019 às 09:54

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A alta de 0,01% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho foi a menor variação mensal do indicador desde novembro de 2018, quando houve queda de 0,21%, informou nesta quarta-feira (10/07), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado em 12 meses até junho, a variação de 3,37% (ante 4,66% em 12 meses até maio) foi a menor desde maio de 2018, quando o acumulado em 12 meses estava em 2,86%. 

O acumulado em 12 meses até junho de 2019 tira da conta a variação registrada em junho de 2018. Naquela ocasião, o IPCA avançou 1,26% por causa dos efeitos da greve dos caminhoneiros, que parou o País em maio do ano passado.

Os principais impactos de baixa no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho vieram de dois grupos: Transportes e também do de Alimentação e Bebidas. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA registrou alta de 0,01% em junho.
 
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O grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,25%, com impacto negativo de 0,06 ponto percentual (p.p.) no índice. Na composição, a alimentação em casa caiu 0,39% em junho, enquanto a alimentação fora de casa subiu 0,02%. 

Segundo Fernando Gonçalves, gerente de Sistema Nacional de Índices de Preços (SNIPC) do IBGE, a melhora na oferta de feijão e de frutas contribuiu para a segunda deflação mensal seguida de alimentos. Na média, as frutas tiveram deflação de 6,14% no IPCA de junho.

O grupo Transportes registrou deflação de 0,31%, com impacto negativo também de 0,06 p.p. no IPCA de junho. O destaque ficou com a gasolina, cujo preço caiu, em média, 2,04%. Sozinho, esse item tirou -0,09 p.p. do IPCA de junho.

A deflação de Transportes só não foi maior por causa das passagens aéreas, cujos preços avançaram 18,90%. Sozinho, esse item acrescentou 0,07 p.p. no IPCA de junho.
 
O maior impacto de alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho veio do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, com avanço de 0,64%, acrescentando 0,08 ponto porcentual (p.p.) no indicador, que subiu 0,01% na leitura do mês passado, como informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo Fernando Gonçalves, gerente de Sistema Nacional de Índices de Preços (SNIPC) do IBGE, as altas de 2,19% nos perfumes (1,50% no subgrupo higiene pessoal) e de 0,80% no plano de saúde explicam a pressão do grupo.
 
Sem esse ajuste, o IPCA de junho teria deflação de 0,08%, nas contas do IBGE. O câmbio e as promoções de perfumes no Dia das Mães, em maio, podem explicar a inflação desse item. 

Também no campo positivo, o grupo Habitação avançou 0,07% no IPCA de junho. Nesse grupo, a conta de luz teve queda de 1,11% (impacto negativo de 0,04 p.p. no IPCA de junho), mas a tarifa de gás encanado teve uma alta média de 7,33% em junho, devido ao reajuste de até 27% nas contas em São Paulo. 

Embora essas altas ajudem a explicar o IPCA no terreno positivo (alta de 0,01%), acima da mediana das projeções captada pelo Projeções Broadcast (-0,03%), Gonçalves, do IBGE, destacou que a leitura do mês passado foi a sexta menor para meses de junho desde 1995.