Economia

Inflação e desemprego afetam confiança do consumidor, diz ACSP


O Índice Nacional de Confiança (INC) ficou estagnado entre agosto e setembro, em 74 pontos, e agora em outubro recuou para 72


  Por Redação DC 25 de Outubro de 2021 às 12:57

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A confiança do consumidor brasileiro piorou em outubro, permanecendo em patamar pessimista - abaixo dos 100 pontos -, aponta o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No mês, o indicador registrou 72 pontos, dois a menos na comparação com setembro.

O indicador varia de zero a 200 pontos e mede a visão e a segurança da população em relação ao país, às finanças pessoais e antevê o comportamento do consumidor na hora da compra. Para o INC foram entrevistadas 1.568 pessoas em todo o território nacional.

Apesar da queda, o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, explica que a variação mensal está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos para cima ou para baixo.

"A combinação de inflação em alta e desemprego ainda preocupa os consumidores, que seguem cautelosos e desconfiados em relação ao futuro de suas finanças”, diz Gamboa.

Nos últimos dois meses, o indicador de confiança da ACSP ficou estagnado em 74 pontos, interrompendo a tendência que apontava para uma melhora no ‘humor’ dos consumidores. A curva ascendente começou a ser registrada a partir de maio. Naquela ocasião, o indicador marcava 66.

A melhora na confiança dos consumidores, segundo o economista da ACSP, vai depender da recuperação do emprego e da renda e do ritmo da cobertura vacinal.

POR REGIÃO

Entres as regiões pesquisadas, o indicador apontou que no Sudeste a confiança se manteve em igual patamar de setembro, 75 pontos. No Sul e no Nordeste o dado está na margem de erro, com quedas de um e dois pontos, respectivamente (66 e 63).

Os consumidores do Centro-oeste e do Norte do País são os menos confiantes, de acordo com a amostra. A queda no indicador para as regiões foi de quatro pontos: 83 e 85, respectivamente.

Segundo a ACSP, o fator principal para o pessimismo no Centro-oeste está na estiagem, uma das maiores dos últimos 90 anos, o que prejudica a produção agrícola.

No Norte, diz a associação, o ritmo mais lento da vacinação ainda preocupa os consumidores. Seis dos sete estados que compõem a região têm as menores coberturas vacinais do Brasil.

A pesquisa ouviu entrevistados de todas as classes sociais. A classe C é a mais otimista, com 80 pontos, enquanto a classe DE é a mais pessimista, com 51 pontos.

Questionados sobre como os consumidores se sentiam com relação à economia, situação financeira e o emprego, o indicador nacional registrou 58 pontos entre os entrevistados muito insatisfeitos com a atual situação. Entre o grupo de pessoas que disseram estar muito satisfeitos, o indicador atingiu 25 pontos.

Entre os que acreditam que o País está na direção errada, o indicador marcou 59 pontos, 20 pontos para os que acreditam que o Brasil está na direção certa e 21 pontos para os que não souberam avaliar.

CONFIANÇA PAULISTA

Interrompendo a série de quatro altas seguidas, o Índice de Confiança Paulista (ICCP), recorte estadual do INC para o estado de São Paulo, marcou um ponto a menos que em setembro, registrando 74 pontos. Desde junho, o indicador se manteve em curva ascendente: 65, 69, 73 e 75.

Para Ruiz de Gamboa, não há motivos para preocupação, uma vez que a oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa. "Continuamos em curva ascendente. O Estado de São Paulo avança na vacinação, a economia aos poucos voltará ao patamar registrado anteriormente à pandemia", disse.

Segundo a ACSP, no Estado de São Paulo, a melhora no humor do consumidor foi constada a partir do avanço na vacinação e a maior flexibilização do horário de funcionamento das lojas e comércio.

 

IMAGEM: Thinkstock






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