Economia

Inflação do aluguel acumula 10,66% em 12 meses


O IGP-M acelerou de 0,15% em agosto para 0,20% em setembro, de acordo com pesquisa a Fundação Getúlio Vargas


  Por Estadão Conteúdo 29 de Setembro de 2016 às 09:34

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), índice de referência para reajustes de aluguel de imóveis, acelerou de 0,15% em agosto para 0,20% em setembro, divulgou na manhã desta quinta-feira (29/09), a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M saiu de 0,04% para 0,18%. O IPC-M passou de 0,40% para 0,16%. O INCC-M subiu de 0,26% para 0,37%. A variação acumulada do IGP-M no ano até o mês de agosto foi de 6,46% e em 12 meses, de 10,66%.

IPAs

Os preços dos produtos agropecuários no atacado (IPA Agropecuário) caíram 0,65% em setembro, após registrarem queda de 0,11% em agosto, informou a FGV. Já os preços de produtos industriais (IPA Industrial) avançaram 0,53% ante alta de 0,10% no mês passado.

Os preços dos bens intermediários caíram 0,33% em setembro ante queda de 0,36% em agosto. Já a variação dos bens finais foi de -0,25%, após elevação de 0,15% na mesma base de comparação.

Os preços das matérias-primas brutas subiram 1,27%, ante avanço de 0,34% também no mesmo intervalo de tempo.

O Índice de Preços ao Produtos Amplo (IPA) subiu 0,18% em setembro, depois de ficar praticamente estável em agosto, com 0,04%. Em 12 meses até setembro, o IPA acumula aumento de 12,28%. Em 2016, esse indicador acumula alta de 6,91%.

A principal contribuição para a desaceleração registrada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado para composição do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) veio do grupo Alimentação.

De agosto para setembro, o IPC-M passou de 0,40% para 0,16%. Nesta classe de despesa, a FGV destacou o comportamento do item laticínios, que passou de uma deflação de 6,46% para -1,39%.

Segundo a FGV, também foi registrado decréscimo nas taxas de variação de outras cinco das oito classes de despesas que compõem o indicador.

O grupo Transportes passou de 0,27% para -0,12%, tendo como influência a variação da gasolina (0,16% para -1,13%).

A taxa da classe de despesas intitulada Saúde e Cuidados Pessoais recuou de 0,76% pra 0,40% entre agosto e setembro, tendo como principal contribuição para desaceleração os artigos de higiene e cuidado pessoal (1,98% para -0,14%).

A variação no grupo Educação, Leitura e Recreação passou de 0,83% para 0,56% na mesma base de comparação, com a contribuição da queda dos ingressos para shows musicais (9,29% para 3,43%).

A inflação no grupo Comunicação passou de 0,39% para 0,02% entre o mês passado e o atual, influenciado pela leve deflação na tarifa de telefone móvel (1,46% para -0,01%).

Por fim, o item Despesas Diversas passou de uma taxa positiva de 0,10% em agosto para uma deflação de -0,27% em setembro com a contribuição da desaceleração observada em correio e telefone público (1,65% para 0,18%).

No sentido contrário, duas classes de despesas apresentaram acréscimo nas variações. Habitação passou de 0,01% para 0,24% entre agosto e setembro, tendo como destaque a menor deflação do item tarifa de eletricidade residencial (-1,50% para -0,07%).

A taxa do grupo Vestuário subiu de 0,07% para 0,20%, com destaque para roupas femininas (-0,50% para 0,44%).

As maiores influências de queda para o IPC-M na passagem de agosto para setembro foram batata inglesa (-15,58% para -22,08%), leite tipo longa vida (9,07% para -5,84%), gasolina (0,16% para -1,13%), alface (apesar de a deflação ter diminuído de -10,56% em agosto para -7,93% em setembro) e cebola (mesmo com o recuo da deflação de -24,57% para -13,43%).

A lista de maiores pressões positivas, por sua vez, é composta por plano e seguro de saúde (que manteve a variação de 1,05 de agosto), refeições em bares e restaurantes (apesar da desaceleração de 0,92% para 0,47%), banana-nanica (de 7,98 para 28,39%), tomate (-7,09% para 10,88%) e show musical (a despeito da queda de 9,29% para 3,43%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em agosto, variação de 0,37%, como já havia sido divulgado no dia 27 de setembro. O resultado do INCC neste mês ficou acima do observado em agosto, de 0,26%.

IMAGEM: Thinkstock






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