Economia

Inflação dispara em junho. É a maior taxa mensal em 23 anos


Com a alta de 1,26%, IPCA acumula 2,6% no ano, de acordo com o IBGE. A maior influência para o avanço foi a variação nos preços de alimentos


  Por Estadão Conteúdo 06 de Julho de 2018 às 10:30

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Impulsionada pela variação dos preços dos alimentos, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de junho com alta de 1,26%, a maior taxa para o mês desde os 2,26% de junho de 1995.

Os dados relativos ao IPCA, a inflação oficial do país, foram divulgados nesta sexta-feira (6/07), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os 1,26% relativos ao IPCA de julho significam uma variação de preços 0,86 ponto percentual acima do 0,40% registrado em maio e é, segundo o IBGE, a primeira vez desde os 1,27% de janeiro de 2016 que o índice fica acima de 1,0%.
 
Com o resultado de julho, o IPCA acumulado no ano passou a 2,60%, ficando acima dos 1,18% registrado em igual período do ano passado.

Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses subiu para 4,39%, contra os 2,86% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho do ano passado, a taxa fechou com deflação (inflação negativa) de 0,23%.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve um avanço de 1,43% em junho, após a alta de 0,43% registrada em maio. O resultado foi o mais elevado para o mês desde 1995, quando o INPC subiu 2,18%.
 
Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 2,57% no ano. A taxa em 12 meses foi de 3,53%. Em junho do ano passado, o INPC tinha sido de -0,30%.
 
O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.