Economia

Inflação avança a 0,64% em setembro, aponta IBGE


As principais altas nos preços foram encontradas em alimentos e transportes


  Por Agência Brasil 09 de Outubro de 2020 às 13:43

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A inflação de setembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,64%, taxa superior ao 0,24% de agosto.

Esta é a taxa mais elevada para setembro desde 2003 (0,78%). Com o resultado, o IPCA acumula inflação de 1,34% no ano e de 3,14% em 12 meses.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 9/10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

ALTA DOS ALIMENTOS

O grupo de despesas com alimentação e bebidas teve uma alta de preços de 2,28% em setembro, e foi o principal responsável pela inflação oficial no mês.

A alta dos alimentos ocorreu principalmente por causa da refeição dentro do domicílio, que subiu 2,89%.

Entre os produtos com maiores aumentos de preço estão o óleo de soja (27,54%) e o arroz (17,98%). O tomate teve alta de 11,72%; o leite longa vida, 6,01%, e as carnes, 4,53%.

“O câmbio num patamar mais elevado estimula as exportações. Quando se exporta mais, reduz os produtos para o mercado doméstico e, com isso, temos uma alta nos preços. Outro fator é a demanda interna elevada, que por conta dos programas de auxílio do governo, como o auxílio emergencial, tem ajudado a manter os preços num patamar elevado. No caso do grão de soja, temos ainda forte demanda da indústria de biodiesel”, explicou o pesquisador do IBGE Pedro Kislanov.

Outro grupo de despesas com impacto importante na inflação em setembro foi o de transportes (0,70%), cuja alta de preços foi puxada pela gasolina (1,95%), óleo diesel (2,47%), etanol (2,21%) e passagens aéreas (6,39%).

Também tiveram altas de preços os grupos artigos de residência (1%), habitação (0,37%), vestuário (0,37%), comunicação (0,15%) e despesas pessoais (0,09%).

Por outro lado, saúde e cuidados pessoais teve deflação (queda de preços) de 0,64%, principalmente devido ao item plano de saúde, cujos preços recuaram 2,31% devido a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de suspender até o fim do ano os reajustes dos planos. Educação também teve deflação de 0,09%.

 

IMAGEM: Thinkstock





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