Economia

Indústria deve seguir trajetória de recuperação em 2021


Mas é esperado um arrefecimento na demanda por bens industriais devido ao elevado desemprego e ao fim do auxílio emergencial


  Por Instituto Gastão Vidigal 20 de Janeiro de 2021 às 15:46

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Em novembro, a produção industrial cresceu 1,2%, em relação a outubro, livre de efeitos sazonais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abaixo das expectativas de mercado, mas, de todo modo, configurando a sétima alta consecutiva.

A retomada da indústria fica mais evidente no contraste com o mesmo mês de 2019, que mostrou alta de 2,8%, reforçando tendência positiva nesta mesma base de comparação, iniciada a partir de setembro do presente ano.

Os resultados negativos acumulados no ano e em 12 meses (-5,5% e -5,2%, respectivamente) também mostraram melhora, ao perder intensidade em relação às leituras anteriores.

Essa retomada da atividade industrial se explicaria, por um lado, pela elevação das exportações dirigidas à Argentina, que acumularam forte alta no período setembro-novembro, e, por outro, pela expressiva redução dos estoques industriais, impulsionada pela recuperação da demanda por bens industriais acima do esperado, ocorrida nos últimos meses.

Também influenciou positivamente a retomada na confiança dos empresários, ocorrida a partir de abril, que marcou o auge do isolamento social.

Na comparação com novembro de 2019, três das quatro categorias de uso apresentaram expansão, com destaque para a produção de bens de capital, principalmente equipamentos utilizados na agricultura, indústria e construção civil.

A única contração foi observada no segmento de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Em síntese, os resultados da indústria em novembro sugerem que o setor segue em recuperação, que tenderia a prosseguir durante dezembro e nos primeiros meses do presente ano, devido aos baixos estoques, mesmo com o arrefecimento esperado na demanda por bens industriais, devido ao elevado desemprego e ao fim do auxílio emergencial.

 

IMAGEM: Thinkstock






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