Economia

Indicadores de emprego indicam que retomada do mercado está longe


Os dados dos indicadores de novembro de pesquisa da FGV mostram que o otimismo sobre a atividade econômica e com as contratações ao longo dos próximos meses parou de aumentar


  Por Estadão Conteúdo 05 de Dezembro de 2016 às 10:46

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 0,2 ponto em novembro ante outubro para o patamar de 93,1 pontos, após uma queda de 0,8 ponto no mês anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 5, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na métrica de média móveis trimestrais, o indicador apresentou uma alta de 0,9 ponto, "sinalizando que ainda existe uma expectativa de que as taxas de crescimento do emprego se tornem menos negativas nos próximos meses", afirmou a FGV, por meio de nota.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 3,8 pontos na passagem de outubro para novembro, alcançando 103,0 pontos. O resultado sinaliza continuidade da fase de piora do mercado de trabalho no mês.

Segundo a entidade, os dados dos indicadores de novembro mostram que o otimismo sobre a atividade econômica e com as contratações ao longo dos próximos meses parou de aumentar.

"Ou seja, a difícil situação atual dos negócios reduz o otimismo de uma recuperação mais rápida, como era previamente esperada. Ao mesmo tempo, os consumidores sinalizam que a situação difícil do mercado de trabalho deve se prorrogar ao longo do próximo ano. A leitura conjunta dos indicadores parece indicar uma recuperação mais lenta do mercado de trabalho do que previamente esperada", avaliou Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

Já o IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.