Economia

Indicador de incerteza sobe 0,8 ponto em dezembro


AS dificuldades para aprovar as reformas estruturantes, o desequilíbrio fiscal e as divisões político-partidárias criaram dificuldades para que a incerteza econômica volte para o seu nível histórico


  Por Estadão Conteúdo 28 de Dezembro de 2017 às 08:35

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A dificuldade de aprovar reformas estruturais, o desequilíbrio fiscal e as divisões político-partidárias foram as principais causas da alta de 0,8 ponto do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br), divulgado nesta quinta-feira (28/12), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O IIE-Br subiu de 112,8 para 113,6 pontos, puxado principalmente pelo componente mídia.

O IIE-Br passou a integrar o calendário de divulgações de indicadores econômicos do Ibre/FGV no fim de 2016. O índice mensal é composto por três componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA; e o IIE-Br Mercado, baseado na volatilidade do mercado financeiro.

O componente mídia registrou alta de 3,7 pontos no mês, contribuindo com 3,3 pontos para o comportamento do índice geral, informou a FGV.

O IIE-Br mercado e o IIE-Br Expectativa apresentaram comportamento inverso, registrando queda de 6,2 pontos e contribuição de -0,8 ponto para o componente mercado e queda de 6,8 pontos e contribuição de -1,7 ponto para a componente expectativa.

"Terminamos o ano com o indicador de incerteza com um desvio-padrão acima da média histórica. Como já havíamos ressaltado anteriormente, as dificuldades para aprovar as reformas estruturantes, o desequilíbrio fiscal e as divisões político-partidárias parecem criar dificuldades para que a incerteza econômica volte para o seu nível histórico. Para 2018, fica difícil imaginar que o patamar do IIE-BR fique abaixo dos 110 pontos e, devido as eleições, espera-se que o indicador fique ainda mais volátil", afirmou em nota o economista Pedro Costa Ferreira, do Ibre/FGV.

FOTO: ThinkstocK