Economia

Indicador de incerteza continua em patamar elevado


Uma das razões diz respeito às eleições no Congresso. Dependendo dos resultados, a aprovação das reformas, necessárias para o crescimento econômico, pode ter o caminho dificultado, aponta a FGV


  Por Estadão Conteúdo 30 de Janeiro de 2019 às 10:22

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) recuou 1,5 ponto na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019, alcançando 111,5 pontos, informou nesta quarta-feira (30/01), a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o indicador persiste na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos).

"Conforme esperado, o Indicador de Incerteza segue em patamar elevado. Uma das razões para tal é a incerteza quanto às eleições no Congresso. Sabe-se que dependendo dos resultados, a aprovação das reformas, necessárias para o crescimento econômico, pode ter o caminho dificultado. A tendência é que o Indicador permaneça elevado até que se tenha maior clareza quanto à capacidade do governo em administrar tais reformas", avaliou a pesquisadora Raíra Marotta, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O IIE-Br é composto por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.

Em janeiro, o componente de Mídia encolheu 1,4 ponto em relação a dezembro, contribuindo com -1,2 ponto para o resultado agregado. Já o componente de Expectativa recuou 1,6 ponto, com impacto de -0,3 ponto para o indicador final.

A coleta do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira é realizada entre o dia 26 do mês anterior ao dia 24 do mês de referência.

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