Economia

Indicador de desemprego regride a março de 2007


Para a FGV, responsável pelo levantamento, a alta significa que a percepção dos consumidores sobre o mercado de trabalho atual piorou mais uma vez em novembro


  Por Estadão Conteúdo 09 de Dezembro de 2015 às 08:52

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 1,4% em novembro ante outubro, para 99,0 pontos, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta quarta-feira (09/12), a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Trata-se do maior nível desde março de 2007 (101,5 pontos). A alta significa que a percepção dos consumidores sobre o mercado de trabalho atual piorou mais uma vez e sugere continuidade do aumento da taxa de desemprego no período.

"O crescimento do ICD mostra que a taxa de desemprego deve continuar em trajetória crescente neste final de ano", destacou o economista Itaiguara Bezerra, pesquisador da FGV, em nota oficial.

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País atingiu 7,9% em outubro, a maior para o período desde 2007, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A piora nas avaliações sobre o mercado de trabalho na passagem de outubro para novembro ocorreu principalmente entre as famílias que estão nos grupos intermediários, ou seja, com ganhos mensais entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil e com renda entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

EMPREGO

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 4,8% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com isso, o índice atingiu 68,2 pontos. Trata-se do segundo aumento consecutivo, embora o indicador ainda esteja próximo do ponto mínimo da série, atingido em setembro deste ano (62,0 pontos).

"A melhora do IAEmp deve ser analisada com cautela, por ter sido influenciada pela diminuição do pessimismo com o mercado de trabalho por parte do consumidor e não por uma intenção de aumento do contingente de mão de obra por parte dos setores produtivos.

O movimento representa uma atenuação da tendência de queda do total de pessoal ocupado na economia brasileira no curtíssimo prazo, mas é ainda insuficiente para sinalizar nova tendência", avaliou o economista Itaiguara Bezerra, pesquisador da FGV, em nota oficial.

As maiores contribuições para a alta do IAEmp vieram do indicador que mede a percepção dos empresários da indústria em relação aos negócios durante os próximos seis meses e do indicador que mede a perspectiva dos consumidores de encontrarem emprego em sua própria região no futuro.

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

IMAGEM: Thinkstock





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