Economia

Incerteza da economia permanece elevada


O Indicador caiu ligeiramente em junho, mas continua em patamares elevados, de acordo com a FGV. A tendência é de alta até que se tenha maior clareza quanto à aprovação das reformas


  Por Estadão Conteúdo 28 de Junho de 2019 às 13:29

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getúlio Vargas caiu ligeiramente em junho, mas continua em patamares elevados, de acordo com a FGV Ibre.

O indicador caiu 0,4 ponto, de 119,5 pontos em maio para 119,1 pontos. A queda só foi possível pelo componente Mídia, que recuou 2,1 pontos entre maio e junho, para 114,2 pontos, refletindo a frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online.

Já a Expectativa registrou alta de 1,7 ponto em junho, para 130,7 pontos, baseada nas previsões dos analistas econômicos reportados na pesquisa Focus do Banco Central para a taxa de câmbio e a taxa Selic 12 meses à frente e para o IPCA acumulado para os próximos 12 meses.

"Apesar do leve recuo do Indicador de Incerteza, este segue em patamar elevado. Um dos fatores que contribuíram para a manutenção do nível do Indicador foi a incerteza quanto a possível revisão da taxa de juros. Embora esta tenha permanecido inalterada, o comunicado do BC ressaltou o risco relacionado a aprovação das reformas", diz em nota a pesquisadora da FGV IBRE Raíra Marotta.

Ela destacou ainda, como fonte de preocupação, a guerra comercial entre EUA e China, que também estaria contribuindo para o nível elevado do IIE-Br.

"A tendência é que o Indicador de Incerteza siga alto até que se tenha maior clareza quanto à aprovação das reformas que se mostram necessárias para a retomada do crescimento econômico", afirma Marotta.