Economia

IGP-M chega a 10,69% em 12 meses


Em novembro, o índice desacelerou para 1,52% ante 1,89% em outubro, de acordo com a FGV


  Por Agência Brasil 27 de Novembro de 2015 às 09:42

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que reajusta aluguéis, desacelerou para 1,52% em novembro, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em outubro, o índice variou 1,89% e, em novembro de 2014, a variação foi de 0,98%.

Em 2015, o índice até novembro acumula 10% e, em 12 meses, tem alta de 10,69%. Até outubro, o acumulado em 12 meses estava em 10,09%.

Dois dos três componentes do índice apresentaram avanços: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,64% para 0,9%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com alta de 0,4% ante 0,27%, em outubro. Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve aumento de 1,93% sobre uma alta em outubro de 2,63%.

Influenciou a elevação do IGP-M a evolução de preços no setor atacadista de alimentos in natura que passaram de uma queda, em outubro, de 1,7% para uma alta de 12,29%.

No grupo das commodities (produtos primários negociados sob cotações do mercado internacional), ocorreram decréscimos como, por exemplo, a soja (em grão) que passou uma alta de 7,11% para um recuo de 1,06%; o minério de ferro (de - 2,63% para 4,53% ) e o milho em grão (de 12,92% para 2,65%).

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No período, ganharam intensidade o aumento de preços da mandioca (de -1,49% para 13,52%), da cana-de-açúcar (de 1,35% para 3,51%) e dos bovinos (1,65% para 2,07%).

IPC 

Segundo a FGV, também foi registrado acréscimo nas taxas de variação de outras quatro classes de despesas.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que acelerou de 0,54% para 0,64%, foi influenciado por artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,39% para 0,77%). Educação, Leitura e Recreação, passou de alta de 0,10% para 0,31%, com destaque para salas de espetáculo (de -0,59% para 0,28%).

Comunicação, saiu de alta de 0,17% em outubro para 0,28% em novembro, com contribuição de tarifa de telefone móvel (de 0,05% para 0,40%), e Vestuário acelerou ligeiramente no período, de 0,70% para 0,72%, com influência do item calçados (de 0,29% para 0,56%).

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Por outro lado, três classes de despesas apresentaram decréscimo nas taxas de variação. O grupo Despesas Diversas, que desacelerou de 0,09% para 0,02%;

Habitação recuou de 0,67% para 0,65%, com destaque para gás de bujão (de 10,94% para 1,46%), ao passo que Transportes teve ligeira desaceleração, ao passar de 1,43% para 1,42%, com contribuição de tarifa de ônibus urbano (de 2,47% para 0,63%).

Entre as maiores influências de alta para o IPC na passagem de outubro para novembro estão gasolina (de 2,77% para 3,49%), tomate (de -6,34% para 37,12%), etanol (de 5,90% para 8,02%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,76% para 1,68%) e batata-inglesa (de -8,04% para 19,99%).

A lista de maiores pressões de baixa, por sua vez, é composta por cebola (apesar do abrandamento da deflação, de -37,30% para -7,19%), manga (de -4,58% para -10,02%), leite tipo longa vida (mesmo reduzindo o ritmo de alta, de -0,86% para -0,66%), leite em pó (de 0,52% para -2,17%) e alimentos para animais domésticos (de 0,54% para -1,67%).

CONSTRUÇÃO

O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) ficou em 0,40% em novembro, mostrando aceleração ante a alta de 0,27% registrada em outubro, divulgou nesta quarta-feira (25) a Fundação Getulio Vargas (FGV). O INCC-M acumula altas de 7,09% no ano e de 7,36% nos 12 meses até novembro.

*Com informações do Estadão Conteúdo

*Foto: Thinkstock






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