Economia

IGP-DI fecha 2017 com recuo de 0,42%


Indicador que aponta a evolução de preços no varejo teve aumento de 0,21% em dezembro, ante 0,36% em novembro, de acordo com a FGV


  Por Estadão Conteúdo 09 de Janeiro de 2018 às 08:35

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,74% em dezembro, ante um aumento de 0,80% em novembro, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 0,42% no ano de 2017. Em 2016, o IGP-DI havia registrado alta de 7,18%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve alta de 1,07% em dezembro, após a elevação de 1,06% registrada em novembro.

O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve um aumento de 0,21% em dezembro, ante um crescimento de 0,36% em novembro.

Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,07% em dezembro, depois do aumento de 0,31% em novembro. O período de coleta de preços para o índice de dezembro foi do dia 1º ao dia 31 do mês.

SOBE E DESCE

A conta de luz mais barata ajudou a frear a inflação ao consumidor registrada pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em dezembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 9. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve um avanço de 0,21% no último mês, após uma alta de 0,36% em novembro.

Três das oito classes de despesa apresentaram taxas de variação menores. A maior contribuição para a desaceleração do IPC-DI partiu do grupo Habitação, que passou de alta de 0,77% em novembro para uma queda de 0,33% em dezembro. Nessa classe de despesa, o item tarifa eletricidade residencial saiu de uma elevação de 3,98% para uma redução de 2,93%.

Os demais decréscimo ocorreram em Comunicação (de 0,40% para -0,07%) e Transportes (de 0,80% para 0,78%), com destaque para os itens mensalidade para TV por assinatura (de 3,87% para 0,45%) e gasolina (de 3,17% para 2,07%), respectivamente.

Na direção oposta, as taxas foram mais elevadas nos grupos Alimentação (de -0,26% para 0,27%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,39% para 0,45%), Vestuário (de 0,01% para 0,11%), Despesas Diversas (de 0,08% para 0,21%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,33% para 0,37%), sob influência de itens como hortaliças e legumes (de -3,91% para -0,29%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,31% para 0,10%), roupas (de -0,01% para 0,17%), alimentos para animais domésticos (de -0,61% para 1,89%) e excursão e tour (de 1,02% para 2,59%).

IMAGEM: Thinkstock