Economia

Governo terá diagnóstico da economia no final do mês


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, programou para o final de agosto a divulgação das expectativas de arrecadação e do PIB


  Por Estadão Conteúdo 15 de Agosto de 2016 às 20:15

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, 15/08, que as novas estimativas para a arrecadação de impostos e contribuições para 2017 serão divulgadas até o final do mês. 

No final de semana, a Receita Federal rodou os modelos para estimar o quanto a arrecadação deverá crescer no ano que vem para a equipe econômica definir se será ou não necessário aumentar a carga tributária.

Na última quinta-feira, 11/08, o secretário de Acompanhamento Econômico da Fazenda, Mansueto Almeida, havia antecipado ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) que as novas estimativas seriam calculadas e divulgadas ainda nesta semana, mas o ministro marcou para até o final do mês a publicação dos dados.

Também será divulgado até 31 de agosto, segundo Meirelles, a nova projeção do governo para o crescimento do PIB no ano que vem. 

Segundo técnicos da Fazenda, se a nova expectativa saltar da atual 1,1% para 1,5%, automaticamente a arrecadação crescerá em 2017, não sendo necessário aumentar impostos

O ministro disse, no entanto, não descartou essa possibilidade, dizendo que se necessário haverá aumento de impostos.

PROPAGANDA ENGANOSA

O secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Moreira Franco, afirmou, também nesta segunda-feira, que "a economia não pode ser tratada de maneira publicitária como no governo anterior" e que "a sobrecarga sobre o BNDES foi exagerada". 

O ministro fez ainda uma série de críticas ao modelo de concessões e de parcerias com a iniciativa privada adotado no governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, após participar de reunião com o governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão.

"Os projetos têm que ter consistência. As consequências desses projetos têm que ser factíveis. Não podemos gerar confiança para causar frustração. Todas as decisões estão sendo tomadas com lentidão para que sejam profundas", disse Moreira Franco.

Ele ressaltou também a intenção de atrair financiadores para as concessões, além do BNDES. Segundo o ministro, é preciso gerar "um ambiente de financiamento que não crie dificuldades para o banco e que permita que outras agências financeiras, privadas ou públicas, entrem nesse processo."

IMAGEM: Agência Brasil