Economia

FGV: Confiança dos empresários do comércio e de serviços melhora


Houve avanço nos índices de situação atual e de expectativas para os dois segmentos


  Por Agência Brasil 31 de Maio de 2021 às 12:25

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice de Confiança do Comércio (Icom), do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 9,8 pontos entre abril e maio. O indicador passou de 84,1 para 93,9 pontos.

Segundo o Ibre, é o nível mais elevado desde outubro de 2020, quando registrou 95,8 pontos. Nas médias móveis trimestrais, o Icom cresceu 1 ponto.

O Ibre informou que a confiança avançou em todos os seis principais segmentos do comércio e nos dois horizontes temporais em maio.

O Índice de Situação Atual (Isa-com) avançou 13,3 pontos, alcançando 94,9 pontos, o maior valor desde novembro de 2020, quando tinha ficado em 99,7 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-com) também subiu (5,9 pontos) atingindo 93,2 pontos, o mais alto valor desde fevereiro de 2021, quando chegou a 95,9 pontos.

Para o coordenador da Sondagem do Comércio do FGV Ibre, Rodolpho Tobler, a alta da confiança do comércio mais do que compensa a queda observada em março, retornando a patamar próximo ao observado em novembro do ano passado.

“A melhora ocorreu tanto na percepção do ritmo de vendas no mês quanto nas expectativas, sugerindo que o impacto das medidas restritivas, na virada do primeiro para o segundo trimestre, ficou para trás. A continuidade desse cenário ainda depende de uma melhora mais expressiva da confiança dos consumidores, continuidade do plano de vacinação e consequentemente melhora da pandemia”, disse.

LIMITAÇÃO

As empresas do comércio respondem mensalmente sobre quais os principais fatores que limitam a evolução dos seus negócios. Desde março de 2020 uma parte das empresas reporta que a pandemia aumentou expressivamente e se manteve em patamar elevado no fim do ano passado.

No final do primeiro trimestre de 2021, o relato voltou a subir com o recrudescimento da pandemia. No entanto, nos últimos dois meses, vem caindo.

A avaliação é de que isso significa melhoria na percepção das empresas de que a pandemia está limitando a expansão dos negócios ao mesmo tempo que a parcela das empresas que mencionam demanda insuficiente recuou nos dados de maio, sugerindo uma melhora da demanda nesse último mês.

Apesar disso, a parcela dos que reportam demanda insuficiente ainda se mantém em nível elevado historicamente.

SERVIÇOS

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela FGV, cresceu 6,4 pontos na passagem de abril para maio. É a segunda alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior patamar desde fevereiro de 2020 (94,4 pontos).

Segundo a FGV, foi observada a alta da confiança em empresários brasileiros de 12 dos 13 segmentos de serviços pesquisados.

O Índice de Situação Atual subiu 9,2 pontos e atingiu 84 pontos, maior nível desde março de 2020 (85,2). Já o Índice de Expectativas avançou 3,7 e chegou a 92,4 pontos, maior patamar desde outubro de 2020 (95,7 pontos).

 






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