Economia

Exportações brasileiras de bens caem 7,1% no 3º trimestre


Por outro lado, as exportações de serviços do país cresceram 3,6% na base trimestral, segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)


  Por Estadão Conteúdo 23 de Novembro de 2021 às 12:00

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Brasil registrou queda de 7,1% nas exportações de mercadorias no terceiro trimestre de 2021 ante os três meses anteriores, enquanto as importações tiveram baixa de 1,5%, informou nesta terça-feira, 2/11, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo a entidade, o resultado - bem abaixo do volume geral do Grupo dos Vinte (G20) - vem após um segundo trimestre robusto, de crescimento de dois dígitos.

As exportações brasileiras de serviços, por outro lado, cresceram 3,6% na base trimestral, em termos sazonalmente ajustados medidos em dólares americanos. As importações de serviços recuaram 0,5% no mesmo período.

Entre as principais economias globais, as exportações de bens dos Estados Unidos tiveram alta de 1,0%, enquanto a de serviços subiu 2,2%. Já as importações avançaram 1,5% e 11,1%, respectivamente.

Na China, as exportações de mercadorias cresceram 1,6%, enquanto as importações despencaram 6,2%. Entre serviços, os chineses exportaram 13,5% e importaram 2,4% a mais no terceiro trimestre.

Na União Europeia (UE), os resultados foram mais modestos, com as exportações de bens em queda de 0,5%, puxadas pelos recuos de Alemanha (-1,9%) e Itália (-1,5%). As importações subiram apenas 0,4% entre agosto e outubro. A OCDE não divulgou os dados agregados da UE para o comércio de serviços do bloco no terceiro trimestre.

EXPORTAÇÃO DE CARNE PARA A CHINA

A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) anunciou que aceitará pedidos de importação de carne bovina brasileira que tenha recebido um certificado sanitário antes de 4 de setembro, ou seja, apenas antes do embargo voluntário do Brasil. Isso permitirá que os carregamentos de carne presos nos portos chineses há mais de 80 dias passem pela alfândega.

A Gacc não detalhou, porém, quanto tempo esses procedimentos levariam, ou qual o volume de produto ficou preso desde a suspensão.

Após os dois casos atípicos do "mal da vaca louca" identificados em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte (MG) em 4 de setembro, autoridades brasileiras, cumprindo o protocolo sanitário, suspenderam as exportações à China, seu principal parceiro comercial. Entretanto, a carne que já estava em direção à Ásia continuou a ser exportada, com o volume do produto sem poder passar pela alfândega na chegada à China.

O embargo às exportações foi estabelecido de forma voluntária pelo Brasil, como cumprimento ao protocolo sanitário que consta no acordo comercial entre os dois países. As regras preveem a normalidade das negociações após investigação dos casos por um laboratório internacional, como foi feito pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) no Canadá.

No fim de setembro, o Ministério da Agricultura informou que a pasta acompanha de perto a situação dos frigoríficos, mas que não tem como definir uma data para o retorno das exportações, uma vez que aguarda a decisão dos chineses. 

O Brasil é o principal fornecedor de carne bovina da China, atendendo a cerca de 40% de suas importações, e os compradores esperavam inicialmente que o comércio fosse retomado em algumas semanas, mas até agora não há uma data para a retomada.

 

IMAGEM: Thinkstock






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