Economia

Expectativa de inflação dos consumidores fica estável em junho


Índice ficou em 5,2% em junho, ante 5,3% em maio, de acordo com a FGV. Greve não gerou uma mudança nas expectativas de inflação de forma homogênea


  Por Estadão Conteúdo 25 de Junho de 2018 às 08:35

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses ficou em 5,2% em junho, ante 5,3% em maio, de acordo com o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em relação a igual período do ano passado, houve recuo de 1,7 ponto porcentual no indicador.

"As expectativas se mantiveram relativamente estáveis. Isso ocorre, em parte, por uma inércia de parte dos consumidores, que apesar do choque de preços ocorrido, principalmente, devido à greve dos caminhoneiros, não gerou uma mudança nas expectativas de inflação de forma homogênea", diz o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

"Os consumidores de renda mais baixa continuam projetando queda nos preços enquanto os de maior poder aquisitivo já reajustam suas projeções".

Na distribuição por faixas de inflação, 48,3% dos consumidores projetaram uma taxa dentro dos limites de tolerância da meta (de 3% a 6%) perseguida pelo Banco Central.

A proporção de consumidores indicando inflação abaixo do limite inferior de 3% recuou de 22,2% em maio para 18,2% em junho.

As previsões entre o limite inferior de 3% e a meta de 4,5% caíram de 27,1% para 25,5% no mesmo período, enquanto as projeções entre a meta de 4,5% e o limite superior de 6% subiram de 18,8% para 22,8%.

Em junho, as famílias com renda familiar até R$ 2,1 mil reduziram sua estimativa de inflação em 1,1 ponto porcentual, de 6,5% em maio para 5,4% este mês. Entre os consumidores com renda superior a R$ 9,6 mil, as expectativas de inflação avançaram de 4,1% para 4,5%.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

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