Economia

Está mais caro viver na cidade de São Paulo


Os preços na capital paulista voltaram a subir em outubro puxados, principalmente, pelo custo do transporte


  Por Agência Brasil 08 de Novembro de 2016 às 15:18

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O custo de vida na cidade de São Paulo subiu 0,37% em outubro na comparação com o mês anterior. O aumento se deve principalmente aos grupos transporte e habitação. 

O grupo transporte teve  aumento de 1,44% no período, puxado pelos reajustes nos preços do álcool e da gasolina. 

Já habitação, subiu 0,73%, influenciado pelo aumento no preço do botijão e do telefone. O índice foi divulgado nesta terça-feira (8/11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Dentre os dez grupos que compõem o índice, houve aumento em cinco deles (habitação, equipamento doméstico, transporte, saúde e despesas diversas), queda em quatro (alimentação, vestuário, recreação e despesas pessoais) e um deles se manteve estável no mês (educação e leitura).

Entre janeiro e outubro deste ano, a alta acumulada foi de 5,73% e, entre novembro do ano passado e outubro deste ano, o custo de vida aumentou 7,63%.

NO ATACADO

O índice de preços dos alimentos no atacado, medido pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), subiu 2,73% em outubro. Foi a primeira alta do indicador, após seis quedas consecutivas.

"O excesso de chuvas em algumas regiões produtoras associado a elevação das temperaturas prejudicaram o volume ofertado e a qualidade de alguns produtos, notadamente no setor de frutas", divulgou a Ceagesp em nota.

Como as temperaturas seguirão altas e o período é de mais chuva, "a tendência é de novas majorações, principalmente a partir de dezembro, época em que o consumo costuma registrar aumento", disse o economista Flávio Godas. 

O indicador Ceagesp compreende cerca de 150 produtos.

O setor de frutas subiu 4,41% em outubro. As principais altas foram do kiwi importado (68,1%), carambola (57,2%), figo (31,4%), mamão formosa (27%), limão taiti (26,7%) e maracujá azedo (22,8%). 

As principais quedas foram do mamão papaia (-31,7%), melão amarelo (-20,4%), acerola (-18,3%), abacaxi havai (-16,5%) e melancia (-16%).

O setor de legumes recuou 5,52%. As principais baixas foram do tomate cereja (-42,6%), vagem (-37%), abobrinha brasileira (-30,7%), pepino japonês (-28,7%), chuchu (-26,9%) e pepino caipira (-23,7%). 

As principais altas foram da mandioquinha (48,7%), abóbora japonesa (35,2%), inhame (26,3%), cará (24,7%) e pimentão amarelo (24,4%).

O setor de verduras caiu 0,68%. As principais quedas foram da chicória (-21,1%), almeirão pão de açúcar (-18,7%), almeirão (-15%), alho poró (-13,4%), nabo (-10,7%) e rabanete (-10,6%). 

As principais altas foram da couve-flor (26,2%), brócolis ninja (20,7%), salsa (12,7%), e orégano (11,8%).

O setor de diversos subiu 5,09%. As principais altas foram batata lisa (35,8%), batata comum (21,7%), milho pipoca (7,9%) e amendoim (6,8%). As principais quedas foram dos ovos brancos (-5%) e ovos vermelhos (-3,9%).

O setor de pescados subiu 3,60%. As principais altas foram da pescada goete (31,8%), anchovas (33,7%), abrótea (31,5%), tainha (18,6%) e cavalinha (14,1%). As principais quedas foram do atum (-23,3%), lula (-14,3%), cação (-7,1%) e curimbatá (-4,4%).

O volume comercializado no entreposto de São Paulo caiu 7,23% em outubro de 2016. Foram comercializadas 268.264 toneladas ante 289.172 negociadas em outubro de 2015.

No acumulado de janeiro a outubro de 2016 foram negociadas 2.629.469 toneladas ante 2.806.631 comercializadas no mesmo período de 2015, queda 6,31%.

*Atualizado às 17 horas

IMAGEM: Thinkstock

 






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