Economia

Escocês que leciona em Princeton leva o Nobel de Economia


Angus Deaton concentrou suas pesquisas acadêmicas em temas de saúde, bem estar e desenvolvimento econômico


  Por Redação DC 12 de Outubro de 2015 às 10:39

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Angus Deaton, 69 anos, escocês com cidadania americana e professor da Universidade de Princeton, é o prêmio Nobel de Economia de 2015.

“Deaton transformou os campos da microeconomia, macroeconomia e desenvolvimento econômico”, disse a Academia Real de Ciências da Suécia, ao anunciar nesta segunda-feira (12/10) sua escolha.

Dedicado à pesquisa de temas de saúde, bem estar e desenvolvimento econômico, Deaton deslindou três questões:

“Como os consumidores distribuem os seus gastos entre diferentes bens?”; “Quanto do rendimento da população é gasto e quanto é poupado?; e “Qual é a melhor medida e a melhor forma de analisar a pobreza?”.

O que Deaton fez foi, sobretudo, estabelecer ligações claras entre o rendimento e o consumo e entre as escolhas de consumo individuais e os resultados. Com isso, criou instrumentos que viabilizam decisões de política econômica.

O aumento de impostos, por exemplo, não afeta igualmente toda a população. Em relação ao consumo, é necessário saber como fatores como o salário ou a idade afetam as decisões dos consumidores.

Para constatar o nível de pobreza nos países em desenvolvimento, Deaton considerou os diferentes níveis de preços que se aplicam em cada local, os diferentes tipos de bens que são consumidos e o facto de muitas vezes não ser possível analisar as diferenças de preço e qualidade dos bens consumidos.

Para Deaton, a pobreza extrema vai continuar a diminuir no planeta, mas ele afirmou que não quer ser “um otimista cego”. “Não estamos ainda fora de perigo. Para muitas pessoas no mundo, as coisas estão muito, muito ruins”.

Para Deaton, a pobreza extrema vai continuar a diminuir no planeta, mas ele afirmou que não quer ser “um otimista cego”. “Não estamos ainda fora de perigo. Para muitas pessoas no mundo, as coisas estão muito, muito ruins”.

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