Economia

Em setembro, inflação oficial fica em 0,48%


No acumulado em 12 meses, IPCA sobe para 4,53%, ficando pela 1ª vez no ano acima do centro meta de inflação (4,50%). Combustíveis respondem por metade da inflação no mês


  Por Agência Brasil 05 de Outubro de 2018 às 09:50

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,48%, ante um recuo de 0,09% em agosto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou no teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta de 0,28% a 0,48%, com mediana positiva de 0,44%.

A inflação de 0,48% em setembro foi o resultado mais elevado para o mês desde 2015, quando a taxa havia subido 0,54%, segundo o IBGE.

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,34%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,53%, também no teto das projeções dos analistas, que iam de 4,28% a 4,53%, com mediana de 4,49%. Trata-se do maior resultado desde março de 2017, quando ficou em 4,57%.

O grupo transportes teve o maior impacto no IPCA de setembro, porque apresentou alta de 1,69% após queda de 1,22% em agosto. A variação foi puxada pelos combustíveis e foi a maior para um mês de setembro desde o início do Plano Real, em 1994.

GASOLINA 

Entre os combustíveis pesquisados, apenas o gás veicular teve uma desaceleração de preços. A gasolina saiu de -1,45% em agosto para 3,94% em setembro, o etanol foi de -4,69% para 5,42% e o óleo diesel, de -0,29% para 6,91%.

O gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves, explicou que o reajuste do diesel - 13% nas refinarias em 31 de agosto - impactou o consumidor final e a taxa de combustíveis.

As passagens aéreas também puxaram a inflação dos transportes com uma alta de 16,81%, invertendo o sentido da variação de preços de agosto, que havia sido de -26,12%.

Outro grupo que está entre as principais despesas das famílias é o de alimentos e bebidas, que, junto com os transportes, soma uma fatia de 43% dos gastos.

Em setembro, esse grupo teve alta de 0,1%, após dois meses seguidos de queda. As frutas (4,42%), arroz (2,16%) e o pão francês (0,96%) contribuíram para a elevação de preços.

A alimentação fora de casa teve uma alta de 0,29% em setembro, enquanto a alimentação em casa não variou.

"Energia elétrica subiu, taxa de água e esgoto subiu. Todos esses custos o empresário acaba passando para o setor final", diz Gonçalves.

INPC SOBE PARA 0,30%

A inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos foi de 0,30% em setembro, enquanto o índice amplo foi de 0,48%.

O indicador que mede essa variação de preços é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 12 meses, a variação acumulada no INPC é de 3,97%, enquanto a inflação oficial está em 4,53%. Em agosto, o INPC ficou estável, com 0% de variação.

A elevação de preços dos produtos não alimentícios foi de 0,41%, o que representa uma aceleração em relação a agosto, quando somou 0,19%. Já os produtos alimentícios registraram alta de 0,05%, elevação que vem depois de uma queda de 0,41% em agosto.

Assim como no Índice de Preços ao Consumidor Amplo, Vitória teve a maior variação mensal do IPCA, com 0,75%. Já em 12 meses, Porto Alegre (5,21%) e São Paulo (5,19%) acumulam as maiores variações.