Economia

Em julho, recorde de 13,1 milhões de desempregados


A subutilização atingiu 32,9 milhões de pessoas segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua)


  Por Redação DC 30 de Setembro de 2020 às 18:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A taxa de desemprego chegou a 13,8% no trimestre encerrado em julho, um recorde, e atingiu 13,1 milhões de brasileiros. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira, 30/09, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre até junho de 2020, a taxa de desocupação estava em 13,3%. Foram 7,2 milhões de empregos a menos em apenas três meses. A pesquisa do IBGE teve início em 2012 e nunca apurou um desemprego tão elevado. Em igual período de 2019, a taxa de desemprego estava em 11,8%. 

A renda média real do trabalhador foi de R$ R$ 2.535 no trimestre encerrado em julho. O resultado representa alta de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 203,016 bilhões no trimestre até julho, queda de 4,7% ante igual período do ano anterior, segundo o IBGE.

A população fora da força de trabalho também foi recorde no período. Atingiu 79 milhões de pessoas, um acréscimo de 8 milhões em relação ao trimestre anterior.

Outro resultado negativo histórico envolve a população subutilizada, que chegou a 32,9 milhões de indivíduos, uma alta de 14,7% (mais 4,2 milhões de pessoas) na comparação com o trimestre anterior e de 17% (mais 4,8 milhões de pessoas) contra o mesmo trimestre de 2019.

DESALENTO
 
No trimestre terminado em julho, 5,797 milhões de pessoas estavam em situação de desalento. O resultado significa 771 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em abril, um salto de 15,3%. Em um ano, 966 mil pessoas a mais caíram em situação de desalento, alta de 20,0%.
 
A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.
 
 
IMAGEM: Thinkstock




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