Economia

Economia deve crescer 2,6% em 2018, prevê BC


A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 foi ajustada de 0,7% para 1%


  Por Agência Brasil 21 de Dezembro de 2017 às 09:19

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Banco Central (BC) aumentou a projeção para o crescimento da economia este ano e em 2018.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi ajustada de 0,7%, projeção de setembro, para 1%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (21/12), no site do BC.

Para 2018, a estimativa subiu de 2,2% para 2,6%, “em linha com a retomada gradual da atividade econômica ao longo do ano e com as perspectivas de sua continuidade nos próximos trimestres”.

Neste ano, a produção agropecuária deverá crescer 12,8%. A projeção para o desempenho do setor industrial é de queda de 0,3%. O setor de serviços deve apresentar crescimento de 0,3%.

A expectativa para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) deve apresentar retração de 2,5%. A previsão para o consumo das famílias é 1,2%.

Em 2018, o BC projeta recuo de 0,4% na produção agropecuária, em linha com o primeiro levantamento de safra divulgado em novembro.

O crescimento da indústria é estimado em 2,9% e do setor de serviços em 2,4%.

O consumo das famílias deve crescer 3%, com a melhora da renda, do crédito e sob efeito do “carregamento estatístico de 2017”, ano de recuperação da economia.

Para os investimentos, a expectativa de crescimento é de 3%, com a melhora esperada para o setor de construção civil.

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O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 2,9 pontos de outubro para novembro deste ano.

O indicador, medido com base na opinião de empresários do setor industrial, atingiu 98,3 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, o maior patamar desde janeiro de 2014 (100,1 pontos).

Essa foi a quinta alta consecutiva, o que fez com que o Índice de Confiança da Indústria acumulasse um crescimento de 8,8 pontos no segundo semestre deste ano.

De acordo com a FGV, o crescimento da confiança industrial pode ser explicado pelo aumento da produção do setor e pelo ajuste nos estoques.

A confiança de empresários de 13 dos 19 segmentos industriais cresceu em novembro deste ano. O Índice de Expectativas, que mede o otimismo em relação ao futuro, subiu 4,2 pontos e chegou a 99,4 pontos.

O principal motivo para essa alta foi a melhora das expectativas em relação à evolução do total de pessoal ocupado nos próximos três meses.

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