Economia

Dólar: o dilema entre estimular exportações e reduzir a inflação


A impossibilidade de alcançar os dois objetivos é o desafio da política econômica do atual governo, segundo economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


  Por Redação DC 12 de Agosto de 2016 às 11:45

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Nas últimas semanas, o mercado tem assistido à uma valorização do real em relação à moeda norte-americana, que decorre dos resultados cada vez mais positivos da balança comercial (diferença entre exportações e importações), e fundamentalmente, da menor percepção de riscos políticos e econômicos atrelados à ratificação do impeachment da presidente Dilma por parte do Senado Federal.

Frente a esse cenário, o Banco Central poderia ter duas reações. A primeira seria intervir no mercado cambial, a partir da compra de dólares, preservando os ganhos de competitividade da produção nacional, em especial da indústria, cujas exportações têm crescido nos últimos meses. 

A segunda alternativa seria permitir que o câmbio continue em trajetória decrescente, o que ajudaria a reduzir de forma mais rápida a taxa de inflação, que tem se mostrado resistente, face à forte recessão enfrentada pela economia.

É difícil avaliar qual a melhor alternativa, e por isso mesmo, trata-se de um clássico “dilema” de política econômica, pois é impossível alcançar os dois objetivos anteriores, simultaneamente, somente com o uso da taxa de câmbio. 

Para evitar que se produza esse “dilema”, seria necessário cortar de forma efetiva o gasto público, o que auxiliaria na redução da inflação, evitando que um maior fortalecimento do real “mate no nascedouro” a recuperação da atividade econômica.

LEIA A ANÁLISE COMPLETA DE ECONOMISTAS DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL NO BOLETIM DE CONJUNTURA

 

Boletim de Conjuntura ACSP Julho 2016