Economia

Dilma pede compromisso dos Brics com redução de riscos à economia


A presidente participa da reunião de cúpula do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo na Turquia


  Por Estadão Conteúdo 15 de Novembro de 2015 às 17:12

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A presidente Dilma Rousseff defendeu no discurso inicial da reunião das cinco maiores economias emergentes do mundo, os Brics, que o grupo "siga comprometido com a redução dos riscos" à economia global. Sem citar o momento ruim de vários países do grupo, como o Brasil e Rússia, Dilma defendeu uma posição conjunta do grupo de emergentes para o debate sobre o crescimento do G-20.

Para Dilma, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - os países que formam os Brics - devem trabalhar para que o G-20 priorize quatro pontos na agenda econômica do encontro de líderes que acontece a partir deste domingo na Turquia. A presidente brasileira defende agenda que prioriza: 1) aumento do investimento em infraestrutura; 2) redução da volatilidade do mercado financeiro; 3) reforma das instituições financeiras, e 4) redução da pobreza e da desigualdade.

Dilma não mencionou diretamente o mau momento que atinge vários dos membros dos Brics, como a recessão no Brasil e Rússia e a desaceleração da China, mas disse que o grupo continua exercendo uma "força positiva" para o crescimento da economia global. Ainda no tema econômico, Dilma reforçou o pedido do Brasil pela reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) para "dar mais equilíbrio" à gestão da instituição.

AUMENTO DO PROTECIONISMO

A preocupação com o aumento dos subsídios agrícolas foi outro tema abordado no discurso da presidente Dilma Rousseff a reunião de cúpula das 20 maiores economias do mundo. A presidente brasileira também cobrou dos países responsabilidades diferenciadas nas metas para o clima. Dilma sugere que economias ricas tenham maiores responsabilidades e apoiem nações em desenvolvimento.

Durante o discurso, Dilma alertou que o atual cenário econômico - desaceleração de algumas economias importantes e os preços mais baixos das commodities - pode levar alguns países a adotarem medidas protecionistas. Como negociadores brasileiros têm sinalizado nas últimas semanas, Dilma demonstrou preocupação com a possibilidade de que a queda do preço das matérias-primas aumente a concessão de subsídios, especialmente os agrícolas.

Imagem: Agência Brasil