Economia

Desemprego recua para 12,2% no trimestre encerrado em outubro


Segundo o IBGE, o comércio contratou 392 mil empregados, alta de 2,3% na ocupação no setor, no trimestre encerrado em outubro


  Por Estadão Conteúdo 30 de Novembro de 2017 às 09:43

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,2% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (30/11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de maio a julho de 2017, quando a taxa de desemprego atingiu 12,8%. 

Apesar da melhora recente, o Brasil ainda contava com 12,740 milhões de pessoas em busca de emprego no trimestre encerrado em outubro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30/11).

O resultado significa que há mais 698 mil desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 5,8%. Por outro lado, o total de ocupados cresceu 1,8% no período de um ano, o equivalente à criação de 1,662 milhão de postos de trabalho.

Como consequência, a taxa de desemprego passou de 11,8% no trimestre até outubro de 2016 para 12,2% no trimestre encerrado em outubro de 2017. Em outubro, o País tinha 230 mil brasileiros a menos na inatividade, em relação ao patamar de um ano antes. O recuo na população que está fora da força de trabalho foi de 0,4% ante o mesmo período de 2016.

O mercado de trabalho no País perdeu 738 mil vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 2,2% no trimestre encerrado em outubro ante o mesmo período do ano anterior.

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,9%, com 615 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 4,3% ante o trimestre até outubro de 2016, com 179 mil pessoas a mais.

O trabalho por conta própria cresceu 5,6% no período, com 1,208 milhão de pessoas a mais nessa situação. A condição de trabalhador familiar auxiliar aumentou 6,9%, com 142 mil ocupados a mais. O setor público gerou 132 mil vagas, um aumento de 1,2% na ocupação.

O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 54,2% no trimestre terminado em outubro.

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A construção cortou 161 mil postos de trabalho no período de um ano, segundo dados da Pnad Contínua. O total de ocupados na atividade encolheu 2,3% no trimestre até outubro de 2017 ante o mesmo período de 2016.

Também houve corte de vagas no setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com menos 419 mil empregados, um recuo de 4,7% no total de ocupados, e no segmento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com menos 20 mil vagas, o equivalente a uma ligeira queda de 0,1% na ocupação.

Na direção oposta, a indústria criou 290 mil vagas no período de um ano, uma alta de 2,5% no total de ocupados no setor no trimestre encerrado em outubro ante o mesmo trimestre de 2016, segundo o IBGE. O comércio contratou 392 mil empregados, alta de 2,3% na ocupação no setor.

A atividade de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas - que inclui alguns serviços prestados à indústria - registrou um crescimento de 540 mil vagas em um ano, 5,6 de ocupados a mais. Também houve aumento no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação (+494 mil empregados), outros serviços (+269 mil pessoas), transporte, armazenagem e correio (+154 mil ocupados) e serviços domésticos (+104 mil empregados).

SALÁRIO

A massa de salários em circulação na economia cresceu R$ 7,658 bilhões no período de um ano, graças ao aumento no número de pessoas trabalhando. 

Na comparação com o trimestre encerrado em julho, a massa de renda real aumentou 1,4% no trimestre terminado em outubro, R$ 2,578 bilhões a mais.

 "A alta foi em função de ter tido estabilidade no rendimento com aumento da população ocupada", explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. "O ponto mais positivo dessa divulgação é a massa ter crescido, porque a massa crescendo tem mais dinheiro circulando no mercado, mais renda, mais gasto, mais consumo. O mercado de trabalho pode se beneficiar, entrar num círculo virtuoso. O ponto negativo é que o crescimento está se dando pela informalidade", completou.

 Em um ano, houve criação de 1,662 milhão de novos postos de trabalho. A massa de renda alcançou R$ 189,827 bilhões. A renda média também ficou maior, com alta de 2,5%, para R$ 2.127.

 Em relação ao trimestre anterior, houve ligeiro aumento de 0,4% no rendimento médio, movimento considerado pelo IBGE não significativo estatisticamente.

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