Economia

Desemprego recua para 12,1% no trimestre


São agora 12,7 milhões de desocupados no País, de acordo com a pesquisa PNAD, do IBGE


  Por Agência Brasil 28 de Setembro de 2018 às 10:32

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Brasil tem 12,7 milhões de pessoas desocupadas. Este é o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), relativa ao trimestre de junho a agosto deste ano.

Segundo dados divulgados hoje (28/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação, que mostra o índice de desemprego no país, no período foi de 12,1%. Esta indica uma queda de 0,6% em relação ao trimestre anterior (12,7%).

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A PNAD Contínua considera desempregada a pessoa que está sem trabalho, mas que tenha procurado emprego no período de até 30 dias antes da pesquisa.

O contingente da população ativa desalentada (4,8 milhões) no trimestre de junho a agosto de 2018 subiu em relação ao trimestre anterior (4,720 milhões). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (4,2 milhões), houve alta (3,9%).

São consideradas desalentadas pessoas com idade acima de 14 anos que não conseguiram emprego por não ter experiência, porque são jovens ou idosas demais para o cargo ou ficam fora da localidade.

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O IBGE estima que 4,3% estiveram nesta situação no trimestre de junho a agosto de 2018. A taxa ficou estável em relação ao trimestre anterior (4,4%) na comparação com o mesmo trimestre de 2017 (17,8%).

A taxa de subutilização - que soma desocupados, subocupados ou força de trabalho potencial - ficou estável.

No trimestre de junho a agosto foi de 24,4%, contra 24,6% do trimestre anterior. Em números absolutos foi de 27,5 milhões, 27,6 milhões no trimestre anterior e 26,8 milhões no mesmo trimestre de 2017.

TRABALHO DOMÉSTICO

O trabalho doméstico manteve a tendência de aumento no País através da informalidade. No trimestre encerrado em agosto de 2018, havia 191 mil trabalhadores domésticos a mais do que no mesmo período de 2017: 19 mil deles foram contratados com carteira assinada, enquanto outros 172 mil passaram a trabalhar sem o vínculo formal.

Para Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, o crescimento do trabalho doméstico é um "efeito colateral de crise econômica". Embora o total de trabalhadores domésticos na ativa tenha aumentado, o rendimento pago a esses profissionais encolheu 0,7% no período de um ano.

"Aumenta o trabalho doméstico, mas reduz o salário dessas pessoas. A gente sabe que aumenta o número de pessoas em busca desse tipo de trabalho por causa de sobrevivência. Em momentos de menor ociosidade da economia esse grupamento tende a reduzir, principalmente por causa de outras oportunidades, especialmente entre as empregadas domésticas mais novas e com instrução melhor, elas tendem a ir para outras atividades. (O trabalho doméstico) É para contornar a crise e a falta de oportunidades que o mercado se encontra hoje", justificou Azeredo.

O Brasil tem atualmente 6,302 milhões de trabalhadores domésticos, sendo 4,452 milhões deles sem carteira assinada. A perda do vínculo formal se reflete no poder aquisitivo desses trabalhadores: um empregado doméstico com carteira assinada recebe, em média, R$ 1.220 mensais, contra apenas R$ 719 recebidos pelos trabalhadores domésticos sem carteira.

Em um ano, o número de trabalhadores atuando por conta própria com CNPJ aumentou em 334 mil pessoas. Outros 103 mil indivíduos passaram a trabalhar por conta própria sem CNPJ no trimestre encerrado em agosto, em relação ao mesmo período de 2017. Um trabalhador por conta própria com CNPJ ganha, em média, R$ 3.093, contra R$ 1.270 dos que estão na mesma condição sem CNPJ. Em todo o País, há 18,749 milhões de trabalhadores por conta própria sem CNPJ e apenas 4,534 milhões com CNPJ.

No setor público, foram geradas 257 mil vagas em um ano, sendo 31 mil com carteira assinada, 69 mil sem carteira e 157 mil como militar e funcionário público estatutário.

Em relação ao trimestre encerrado em maio deste ano, foram criadas 233 mil vagas no setor público no trimestre terminado em agosto: 148 mil delas sem carteira e 62 mil com carteira.

No setor público, um funcionário sem carteira ganha, em média, R$ 1.772 contra R$ 3.868 dos que possuem carteira assinada.

 

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