Economia

Desemprego e queda na renda devem segurar a inflação


Os preços dos alimentos continuam a pressionar o IPCA, que em 12 meses registra 4,56%, acima da meta anual, que é 3,75%, mas ainda abaixo da margem (5,25%)


  Por Instituto Gastão Vidigal 10 de Fevereiro de 2021 às 17:32

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Em janeiro, a inflação oficial, medida pelo IPCA, desacelerou, porém ainda continua pressionada pelas elevações dos preços dos alimentos.

Em termos anuais, ficou acima da meta, mas, segundo os economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com tendência de diminuição durante os próximos meses, por conta do elevado desemprego e da redução do poder aquisitivo das famílias, que deveria conter os repasses dos maiores custos observados no atacado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em janeiro, desacelerou em relação ao mês anterior, apresentando elevação de 0,25%, abaixo das expectativas de mercado.

Contudo, em 12 meses, o IPCA acelerou para 4,56%, acima da meta anual (3,75%), porém abaixo do limite máximo permitido (5,25%).

A inflação continuou sendo explicada principalmente pelos aumentos dos preços dos alimentos e bebidas, em decorrência da maior demanda por parte das famílias, ocasionada pelo isolamento social e pela utilização do home office, causados pela pandemia.

No mesmo mês, houve aceleração do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que passou de 0,96%, em dezembro, para 2,91%, fazendo a variação em 12 meses avançar para 26,55%.

A maior inflação observada no atacado (IPA), causada pela elevação dos preços das matérias primas industriais (IPA IND) e agrícolas (IPA AGRO), pressionadas pela maior cotação do dólar e pelo aumento dos preços de várias commodities importantes, foi a principal causa desse comportamento do IGP-DI.

 

IMAGEM: Thinkstock





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