Economia

Desemprego cresce em julho e afeta 12,3 milhões de brasileiros


A taxa de desocupação medida pelo IBGE saltou de 12,4% da população em condição de trabalhar, em junho, para 13,1%, em julho


  Por Agência Brasil 20 de Agosto de 2020 às 13:14

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A taxa de desocupação cresceu de 12,4% para 13,1%, atingindo 12,3 milhões de pessoas em julho. No mês, mais 438 mil pessoas ficaram sem emprego se comparado a junho.

A população ocupada caiu para 81,5 milhões de trabalhadores. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Mensal (Pnad Covid19) divulgada, nesta quinta-feira (20/08), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, dos 9,7 milhões que estavam afastados do trabalho, 6,8 milhões informaram que o motivo era o distanciamento social provocado pela pandemia da covid-19, o que representa recuo de 42,6% na comparação com o contingente de pessoas afastadas em junho.

Para a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, o movimento pode significar retorno ao trabalho ou demissão. “Isso corresponde a menos da metade das pessoas que estavam afastadas em maio, quando a pesquisa começou. Elas retornaram ao trabalho ou podem ter sido demitidas”, observou.

A pesquisa apurou ainda que entre os que não estavam afastados do trabalho, 8,4 milhões trabalhavam de forma remota, que representam 11,7% da população ocupada que não estava afastada.

TAXA DE OCUPAÇÃO É DE 47,9%

O percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar caiu de 49%, em junho para 47,9%, em julho.

Dos 81,5 milhões de ocupados em julho, 9,7 milhões estavam afastados do trabalho. Desses, 6,8 milhões o motivo do afastamento era o distanciamento social.

Da população ocupada, cerca de 3,2 milhões estavam sem a remuneração do trabalho, o que representa 32,4% do total de pessoas afastadas do trabalho. Em junho, quase metade dos afastados (48,4%) ficou sem remuneração.

A população fora da força de trabalho foi estimada, no mês passado, em 76,5 milhões de pessoas, alta de 2,1% em relação a junho.

Do total, 28,2 milhões, ou 36,9%, gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, e 19 milhões, 24,8%, disseram que a pandemia ou à falta de trabalho na localidade impediram a busca, apesar da vontade de trabalhar.

AUXÍLIO EMERGENCIAL FOI REQUISITADO POR 30,2 MILHÕES DE FAMÍLIAS

Ainda de acordo com a Pnad Covid19 Mensal, 30,2 milhões de domicílios brasileiros, 44,1% do total, tiveram acesso a algum tipo de auxílio emergencial relacionado à pandemia, em julho.

Conforme o IBGE, mais 813 mil lares foram beneficiados ante o mês anterior, quando ficou em 43%.

Ainda na pandemia, 3,3 milhões de domicílios conseguiram empréstimos para enfrentar esse período.

A pesquisa apontou que em cerca de 4 milhões dos domicílios (5,9%) algum morador solicitou empréstimo em julho para enfrentar a pandemia. Desse total, no entanto, para 762 mil o empréstimo não foi concedido.

Entre os que solicitaram e não conseguiram empréstimo, 59,2% pertencem às duas classes de rendimento mais baixas, que recebem menos de um salário mínimo, aponta a pesquisa.

Para 75,7% das pessoas, os bancos e outras instituições financeiras foram a maior fonte de empréstimos. E em 23,6% dos domicílios algum morador conseguiu empréstimo com amigos ou parentes.

 

IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil





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