Economia

Desemprego continua elevado e não há sinais de reversão


Indicadores da FGV revelam que otimismo com relação ao futuro ainda não se reflete em melhora no mercado de trabalho


  Por Estadão Conteúdo 07 de Novembro de 2016 às 10:13

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 0,8 ponto em outubro ante setembro, atingindo 92,9 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado representa a primeira redução no indicador após sete meses consecutivos de altas. Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) cresceu 0,6 pontos em outubro ante setembro, para 99,2 pontos.

O movimento, a segunda alta consecutiva, mantém o indicador próximo ao máximo histórico, "mostrando que o nível de desemprego continua elevado e não mostra evidências de reversão da tendência de alta até agora".

"Os índices de mercado de trabalho mostram que o otimismo com relação ao futuro ainda não se reflete em melhora no mercado de trabalho. O índice coincidente da taxa de desemprego (ICD) permanece estacionado em níveis elevados, sinalizando que a situação atual do mercado de trabalho continua bastante difícil", avaliou Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

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Os componentes que mais contribuíram para a queda do IAEmp em outubro foram os que medem o grau de satisfação com a situação atual dos negócios e o ímpeto de contratações nos próximos três meses, ambos da Sondagem da Indústria de Transformação, que recuaram 4,9 pontos e 2,9 pontos, respectivamente.

"O índice (IAEmp) teve leve queda puxada por uma piora na margem na situação atual dos negócios e uma piora na expectativa de contratação futura. A leitura conjunta dos índices parece indicar uma recuperação mais complicada do que a esperada nos próximos meses. O mercado continua ruim e deve demorar a mostrar sinais mais consistentes de melhora", completou Barbosa Filho.

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV, com o objetivo de antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.