Economia

Déficit primário atingiu R$ 38,3 bilhões em novembro


O resultado é o pior da história para o mês. A meta fiscal para este ano é um déficit de R$ 167,7 bilhões


  Por Estadão Conteúdo 26 de Dezembro de 2016 às 16:33

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Com a atividade econômica baixa e recuo no pagamento de tributos, o Governo Central registrou um déficit primário de R$ 38,356 bilhões em novembro, o pior desempenho para o mês em toda a série histórica, que tem início em 1997. 

O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, veio pior do que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de R$ 35,600 bilhões. 

Entre janeiro e novembro deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 94,158 bilhões, também o pior resultado da série. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 54,107 bilhões.

Em 12 meses, o Governo Central apresenta um déficit de R$ 100,4 bilhões. O valor desconsidera o pagamento de R$ 55,6 bilhões em passivos, realizado em dezembro de 2015 e que não irá se repetir.

A meta fiscal para este ano é um déficit de R$ 167,7 bilhões nas contas do Governo Central - isso porque a União já anunciou que vai compensar a frustração do resultado dos Estados e municípios. 

No mês passado, o resultado do INSS foi um déficit de R$ 18,966 bilhões. Já no acumulado do ano até novembro, o rombo da Previdência Social chega a R$ 142,862 bilhões.

As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de R$ 222,9 milhões em novembro e de R$ 895,5 milhões no acumulado do ano até o mês passado.

INVESTIMENTOS

Os investimentos do governo federal caíram a R$ 47,042 bilhões de janeiro a novembro de 2016, informou o Tesouro Nacional. Desse total, R$ 28,369 bilhões são restos a pagar, ou seja, despesas de anos anteriores que foram transferidas para 2016. 

Em igual período do ano passado, os investimentos totais haviam somado R$ 49,521 bilhões.

Já os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 2,976 bilhões em novembro, alta real de 23,2% ante igual mês do ano passado. Já nos onze meses do ano, as despesas com o PAC somaram R$ 31,817 bilhões, recuo de 16,2% ante igual período de 2015, já descontada a inflação.

DIVIDENDOS

O caixa do governo federal recebeu R$ 183,3 milhões em dividendos pagos pelas empresas estatais em novembro, cifra 841,9% maior do que em igual mês do ano passado, já descontada a inflação. 

No acumulado do ano, entretanto, as receitas com dividendos somaram R$ 1,765 bilhão, queda real de 73,3% em relação a igual período do ano passado.

Já as receitas com concessões totalizaram R$ 277,3 milhões em novembro, alta real de 270,8% ante novembro de 2015. Nos onze meses de 2016, essa receita somou R$ 21,637 bilhões, alta real de 252,2% ante igual período do ano passado.

IMAGEM: Thinkstock






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