Economia

Custo real do crédito encerrará o ano em patamar ainda elevado


Isso impediria retomada mais vigorosa da produção e consumo. Boletim de Conjuntura da ACSP recomenda redução de juro básico da economia


  Por Redação DC 21 de Outubro de 2017 às 19:24

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


 

Como a inflação continuou caindo mais rápido do que a Selic, o custo de crédito real terá encerrado 2017 terminará o ano em patamar ainda muito elevado, o que impediria uma recuperação mais vigorosa do consumo e da produção, postergando uma retomada mais efetiva da atividade.

 

Para o próximo ano, a expectativa de mercado é de interrupção desse ciclo de redução dos juros, no contexto de aumento da inflação, porém mantendo-se dentro dos limites da meta anual.

Esse cenário, porém, desconsidera a possibilidade de que a redução dos preços dos alimentos possa continuar contribuindo para mantê-la abaixo do que se espera.

Além disso, dada a prática disseminada de correção monetária na economia brasileira, é bastante provável que as menores elevações de preços e até quedas (deflação) registradas no ano possam ser “transferidas”, pelo menos em parte, para 2018, a partir dos mecanismos disseminados de correção monetária.

Outro fator a considerar é o ainda elevado desemprego, cuja diminuição para os níveis pré-crise deverá ser lenta, gerando, durante um bom tempo, descompressão de salários, custo e, finalmente, preços.

Tudo isso implica que o Banco Central deveria repensar a evolução de sua política monetária, atualmente contracionista, para o que resta do atual mandato de sua diretoria.

Para economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), não seria recomendável, portanto, que a autoridade monetária seja excessivamente “tímida” quanto à redução da taxa de juros básica, pois este é ferramenta indispensável para que se consolide a retomada da economia brasileira. 

Leia na íntegra Boletim de Conjuntura