Economia

Custo de vida na cidade de São Paulo sobe em novembro


A elevação de 0,15% no último mês, a inflação para as famílias da capital passou a acumular alta de 2,16% entre janeiro e novembro, de acordo com o Dieese


  Por Estadão Conteúdo 07 de Dezembro de 2017 às 13:12

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O custo de vida do paulistano em novembro variou 0,15% para cima em relação a outubro, segundo cálculos feitos pela área técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese).

Com a elevação do Índice do Custo de Vida (ICV) no mês passado, a inflação para as famílias residentes na capital passou a acumular alta de 2,16% no período compreendido entre janeiro e novembro e elevação de 2,29% no acumulado de 12 meses.

Na capital paulista, o custo de vida corre em linha com a taxa anualizada da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador do IBGE é o índice oficial usado pelo governo como parâmetro da política monetária, que em 12 meses até outubro acumula alta de 2,70%, abaixo do centro da meta inflacionária, de 4,5%.

No mês passado, o ICV foi mais suave para famílias mais pobres, com renda média mensal de R$ 377,49 e enquadradas no estrato 1 de renda, e mostrou recuo de 0,03%.

Para as famílias do estrato 2, que percebem uma renda média de R$ 934,17 por mês, o custo de vida teve um aumento de 0,08%. Para os considerados mais ricos, segundo o Dieese, com renda familiar média de R$ 2.792,90, o custo de vida em São Paulo subiu 0,27%, acima até da variação do índice geral em novembro.

A disposição das variações do custo de vida por estratos de renda é condizente com os aumentos nos preços dos produtos e serviços que mais impactam os orçamentos das famílias.

O aumento de 2,01% nas mensalidades dos convênios de saúde, que levou o grupo Saúde a uma aumento de 1,34%, pesou mais para os mais ricos.

Na contramão dos planos médicos, os preços dos alimentos recuaram 0,29%, em média, o que favoreceu os mais pobres, parcela da população que usa a maior parte da renda em gastos com alimentos.

Na mesma direção foi o grupo Habitação, que afeta os gastos dos mais pobres e das famílias do estrato intermediário, cuja inflação recuou 0,30%. O grupo Vestuário caiu 1,23%. Equipamento Doméstico, caiu 1,04% ,

Entre as altas figuraram Transporte, com alta de 1,04% no período; Recreação, 0,51%, Educação e Leitura, 0,05% e Despesas Diversas, com ligeira elevação de 0,03%.

FOTO: Thinkstock