Economia

Custo de vida em São Paulo sobe 0,71% em fevereiro


Mas o preço da cesta básica em fevereiro registrou queda em 14 cidades, incluindo São Paulo, e reflete a desaceleração da inflação de alimentos


  Por Redação DC 14 de Março de 2016 às 13:25

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Índice do Custo de Vida no município de São Paulo, em fevereiro, teve elevação de 0,71% em relação a janeiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desta vez, a alimentação subiu menos do que outros itens que compõem o índice. E refletiu diretamente no comportamento do preço da cesta básica, que registrou queda em 14 cidades, de acordo com outra pesquisa do Dieese.

Na composição do Índice do Custo de Vida, os grupos que registraram as maiores taxas em fevereiro foram Despesas Pessoais (2,11%), Transporte (1,36%), Saúde (0,84%). A alimentação subiu menos: 0,66%. 

O preço da cesta básica, segundo o Dieese, registrou queda em 14 cidades, incluindo São Paulo. Em outras 13 os preços subiram. Os dados são da “Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos”, divulgada nesta segunda-feira (14).

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Entre os principais destaques de alta do mês, ficaram Macapá (8,93%), Belém (8,64%) e Manaus (7,92%). Já entre as capitais que registraram maior deflação estão Vitória (-8,45%), Palmas (-7,8%) e Campo Grande (-6%).

Em São Paulo, a cesta registrou queda de 1,1% em fevereiro ante janeiro. Mas, mesmo assim, o valor da cesta se manteve o mais alto das 27 cidades pesquisadas (R$ 443,40), acumulando alta de 6,04% nos dois primeiros meses do ano. 

O comportamento de queda nas capitais, porém, pode sinalizar a desaceleração da inflação: de acordo com Emílio Alfieri, economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a queda do IPCA (inflação oficial) de 10,71% em janeiro para 10,36% em fevereiro, captou essa desaceleração, que foi puxada pela diminuição no preço dos alimentos.  

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“Esse resultado se deve à entrada da nova safra agrícola e, eventualmente, à acomodação na alta do dólar, que não deve voltar aos patamares de R$ 4,00, R$ 4,50 de 2015”, afirma.

O que também ajudou a diluir os preços dos alimentos foi a elevação das tarifas de transporte público em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte na segunda quinzena de janeiro, diz Alfieri.

A desaceleração já vem se mostrando desde janeiro, quando o IPCA ficou em 1,27%, fechou fevereiro em 0,90% e deve terminar março em 0,50%, de acordo com as previsões do Relatório Focus - o que sinaliza que a inflação está perdendo força, afirma.

A notícia boa, segundo Alfieri, é que essa desaceleração aponte para a possibilidade de aparecer um cenário de recessão mais branda, à medida que os juros comecem a cair e os prazos de financiamento sejam alongados – o que deve beneficiar o varejo.

“Não é certeza ainda, mas sinaliza um cenário um pouco diferente, menos negativo. Só não vai reverter da queda para alta já que, ao contrário da inflação, os indicadores de produção e das vendas ainda não deram sinais de reação”, finaliza.

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FOTO: Thinkstock

Atualizado às 18h30

*Com informações da Agência Brasil

 






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