Economia

Crise hídrica tende a manter inflação bem acima do teto, diz ACSP


O custo da energia afeta o custo da produção. Em 12 meses o IPCA já acumula 9,68%


  Por Instituto Gastão Vidigal 14 de Setembro de 2021 às 14:19

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Mesmo com a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial - em agosto, ele continua avançando em termos anuais, em decorrência de pressões ocasionadas pelos preços administrados e pelos custos de produção.

Essas pressões tenderão a continuar durante os próximos meses, devido principalmente à crise hídrica, mantendo o IPCA anual em patamares superiores ao “teto” da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA de agosto apresentou alta de 0,87%, surpreendendo os analistas de mercado.

Apesar de desacelerar em relação ao mês anterior, em termos anuais (resultado acumulado em 12 meses), o IPCA seguiu avançando para 9,68%, ficando ainda mais longe do limite máximo anual fixado pelo BC (5,25%).

O principal responsável pela alta mensal foi o reajuste dos preços da gasolina, decorrente do aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, potencializado pela maior taxa de câmbio e pela elevação dos preços dos biocombustíveis.

Os aumentos dos preços dos alimentos também contribuíram para essa alta, que, de todo modo, foi mais disseminada entre os itens que compõem a cesta básica.

Os núcleos de inflação, que sinalizam a variação do IPCA, excluindo-se a influência dos preços mais voláteis, também mostraram avanço em termos anuais (12 meses).

Por outro lado, de acordo com o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve redução de 0,14% na inflação em agosto, causada fundamentalmente pela diminuição da cotação internacional do minério de ferro, que mais do que compensou a alta das commodities agrícolas registrada no mesmo mês.

Essa deflação no atacado gerou desaceleração do resultado anual (12 meses) do IGP-DI, que chegou a 28,21%, nível, contudo, ainda suficientemente elevado para encarecer a produção e, portanto, o custo de vida das famílias.






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