Economia

Coronavírus causará turbulência temporária à economia, diz China


O país asiático quer cortar impostos e cobranças de indústrias que foram atingidas em cheio pelo vírus


  Por Estadão Conteúdo 07 de Fevereiro de 2020 às 04:41

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A China está considerando possíveis contramedidas para amortecer o baque do surto do coronavírus que se espera causar uma turbulência temporária à economia, disse nesta sexta-feira, 7/02, Pan Gongsheng, um dos vice-presidentes do Banco do Povo da China (PBoC). "O surto do coronavírus será temporário e não mudará o aprimoramento de longo prazo da economia da China", disse.

Analistas apontam que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China provavelmente desacelerará para 5% este ano devido ao surto do vírus, com a maioria dos efeitos sendo sentidos no primeiro trimestre. Espera-se que o crescimento do PIB do país volte a acelerar fortemente após o surto, eles dizem.

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Há uma grande chance de a taxa principal de empréstimos (LPR) e as taxas de juros do instrumento de empréstimo de médio prazo (MLF) serem baixadas este mês, disse Pan. No começo da semana, o banco central chinês injetou 1,7 trilhões de yuans (US$ 243,88 bilhões) de liquidez no sistema financeiro.

O governo da China, enquanto isso, convocou bancos a oferecer empréstimos com taxas de juros abaixo de 1,6% a empresas que fornecem bens e serviços para conter o surto.

Na entrevista coletiva, o vice-ministro de Finanças Yu Weiping disse que a China também trabalharia para cortar impostos e cobranças, especialmente para indústrias que foram atingidas em cheio pelo coronavírus.

Os empréstimos de qualidade ruim do país poderiam crescer em 2020, à medida que o surto do coronavírus vai afetar algumas pequenas e microempresas, especialmente aquelas do setor de hospedagem, turismo e serviços de buffet, afirmou o vice-presidente da Comissão de Regulação Bancária e de Seguros da China Zhou Liang.

Em 2019, a razão de empréstimos de qualidade ruim para micro e pequenas empresas foi de 3,22%, uma queda de quase um ponto porcentual em relação ao ano anterior, ele acrescentou. O regulador disse que autoridades manterão os mercados financeiros estáveis para ajudar companhias listadas e determinarão que bancos emitam empréstimos a pessoas afetadas pelo surto do vírus.

 

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