Economia

Copom sinaliza novo corte da Selic em fevereiro


A expectativa de instituições financeiras é que a taxa seja reduzida em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do comitê, recuando para 6,75% ao ano


  Por Agência Brasil 12 de Dezembro de 2017 às 10:50

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


 

A taxa básica de juros, a Selic, poderá voltar a ser reduzida em fevereiro de 2018. É o que sinalizou o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em ata da última reunião, realizada na semana passada e divulgada nesta terça (12/12), quando a taxa chegou ao seu menor nível histórico: 7% ao ano.

 

A expectativa de instituições financeiras é que essa taxa seja reduzida em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do comitê, indo para 6,75% ao ano.

No documento, o Copom diz que seria “apropriado sinalizar” que poderá haver nova redução “moderada” na próxima reunião, “sob a perspectiva atual”.

“Mas [os membros do Copom] avaliaram que cabia advertir que essa visão é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”, diz a ata.

O Copom destacou que "houve consenso em manter liberdade de ação, mas sinalizar que o atual estágio do ciclo [de cortes na taxa básica] recomenda cautela na condução da política monetária [decisões sobre a Selic]".

Segundo o comitê, a continuidade da redução da Selic depende da evolução da atividade econômica e das expectativas de inflação.

REFORMAS

Na ata divulgada nesta terça-feira (12/12), os membros do colegiado voltaram a fazer uma defesa das reformas econômicas encaminhadas pelo atual governo.

Segundo eles, "a aprovação e implementação e das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia, com amplos benefícios para a sociedade".

"Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira", pontuaram os membros do colegiado.

*Com Estadão Conteúdo

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