Economia

Consumidor espera inflação de 4,8% em 12 meses, diz FGV


Destaques foram os preços dos alimentos para consumo em domicílio, que avançaram influenciados pela alta de itens importantes no orçamento das famílias.


  Por Redação DC 24 de Novembro de 2020 às 08:51

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses subiu a 4,8% em novembro, ante um resultado de 4,7% obtido em outubro, segundo o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em relação a novembro de 2019, houve estabilidade.

Em nota oficial, Renata de Mello Franco, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), afirmou que, após a estabilidade em outubro, os consumidores voltam a fazer previsões ligeiramente maiores para a inflação em 12 meses, seguindo a tendência de alta nas projeções dos analistas tanto para o final de 2020 quanto 2021.

"Vale ressaltar que, o valor observado em novembro ainda é menor do que janeiro (5,0%), o que sugere certa ancoragem das expectativas, apesar dos choques de alguns itens importantes observados durante o ano, como os alimentos. Para o final de 2020 e 2021, é possível que a mediana se aproxime cada vez mais dos 5,0%, dado que não há perspectivas de choques favoráveis principalmente sobre os preços de alguns itens com peso significativo na cesta de consumo as famílias."

Na distribuição por faixas de inflação, 60,1% dos consumidores projetaram valores dentro dos limites da meta de inflação de 4,0% para 2020, entre 2,5% e 5,5%, a maior parcela nos últimos seis meses.

Já a proporção de consumidores prevendo inflação abaixo do piso de 2,5% da meta de inflação para 2020 diminuiu 5,8 pontos percentuais, de 11,9% em outubro para 6,1% em novembro, a menor parcela dos últimos seis meses.

Na análise por faixas de renda, as famílias mais pobres, com renda mensal até R$ 2,1 mil, registraram aumento 0,1 ponto porcentual na previsão de inflação, enquanto as famílias de maior poder aquisitivo, com renda familiar acima de R$ 9,6 mil, mantiveram suas expectativas estáveis.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor. Aproximadamente 75% respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

FOTO: Antônio Cruz/Agência Brasil           *Com informações do Estadão Conteúdo







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