Economia

Construção civil fecha 33,2 mil vagas em maio


Em junho, o índice que mede os custos do setor apresentou alta de 1,02%, segundo o IBGE


  Por Redação DC 08 de Julho de 2016 às 16:16

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A construção civil registrou demissões pelo 20º mês consecutivo em razão do ambiente de crise econômica

Em maio, foram cortados 33,2 mil postos de trabalho no país. Com isso, o número total de pessoas empregadas na construção atingiu 2,798 milhões, o que representa redução de 1,17% em relação a abril.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, os cortes no Brasil chegaram a 106,1 mil vagas, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses até maio, as perdas totalizaram a 462,3 mil vagas.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (08/07) fazem parte da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Diante dos números negativos, o sindicato elevou sua projeção de perda de empregos na construção civil de 250 mil para quase 500 mil em 2016.

"Se esta projeção se confirmar, a indústria da construção terá suprimido 1,1 milhão de empregos formais no triênio entre 2014 e 2016, com todas as implicações econômicas e sociais negativas sobre o desenvolvimento do país", afirmou em nota o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto. 

"Mas isso ainda pode ser evitado com medidas imediatas, tais como investimentos emergenciais em infraestrutura da União, dos Estados e dos municípios", ponderou.

Na avaliação por segmento, as obras imobiliárias tiveram corte de 1,58% no número de pessoas empregadas em maio ante abril. Em seguida vieram as obras de instalação (-1,55%) e obras de acabamento (-1,34%).

Na análise por regiões, houve corte de vagas no Nordeste (-1,56%), Sudeste (-1,50%), Norte (-1,01%), Sul (-0,15%) e Centro-Oeste (-0,14%).

O Estado de São Paulo, que concentra o maior número de trabalhadores no setor, teve recuo de 1,56% em maio ante abril, o equivalente à perda de 11,7 mil vagas.

INFLAÇÃO DA CONSTRUÇÃO AVANÇA

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fechou o mês de junho com alta de 1,02%, resultado 0,19 ponto percentual superior aos 0,83% relativos aos números de maio. Em junho do ano passado o índice havia subido 0,73%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (08/07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Com a alta, o indicador fechou os últimos 12 meses (a taxa anualizada) em 6,99%, resultado superior aos 6,68% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Por causa da alta, de maio para junho o custo nacional do metro quadrado passou de R$ 997,60 para R$ 1.007,75. Deste total, R$ 528,55 dizem respeito a materiais e R$ 479,20 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,16%, ficando com resultado próximo da taxa de maio (0,17%). 

Já a parcela da mão de obra registrou variação de 1,97%, subindo 0,39 ponto percentual em relação ao mês anterior (1,58%).

A região Sudeste foi a que apresentou a maior alta nos custos da construção civil em junho ao variar 1,54%, resultado 0,52 ponto percentual acima do custo nacional. Na sequência, a região Sul (1,01%0), Nordeste (0,82%), Norte (0,33) e Centro-Oeste (0,09%).

Na análise por estados, a pesquisa indica que a pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo fez com que o Rio de Janeiro apresentasse, em junho, a maior variação mensal (5,21%), seguido pelos estados de Alagoas (3,73%), Acre (3,53%), Ceará (3,50%) e Santa Catarina (3,21%), também sob impacto de reajuste salarial.

FOTO: Thinkstock

*Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil





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