Economia

Confiança empresarial medida pela FGV cai 6,5 pontos


Em março, coronavírus ajudou a inverter a tendência ascendente iniciada em agosto de 2019, segundo indicador do Ibre, que caiu para 89,5 pontos. É a menor taxa desde setembro de 2017


  Por Estadão Conteúdo 31 de Março de 2020 às 08:43

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 6,5 pontos em março ante fevereiro, para 89,5 pontos, a menor taxa desde setembro de 2017 (88,5 pontos), informou nesta terça-feira (31/03), a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 2,2 pontos e inverteu a tendência ascendente iniciada em agosto do ano passado. Em nota, Rodolpho Tobler, economista da FGV do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), diz que a pandemia de coronavírus impactou significativamente a confiança empresarial em março, levando o ICE à maior queda desde a recessão de 2008-09.

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"Houve piora expressiva das expectativas em todos os setores, especialmente no Comércio e em Serviços, enquanto a percepção sobre a situação corrente piorou relativamente pouco. Ainda assim, segmentos que vinham evoluindo favoravelmente no ano, como a Indústria e a Construção, acusaram o baque e sinalizam redução do nível de atividade no mês. Enquanto persistirem os impactos da pandemia no país nos próximos meses, o cenário de confiança em queda deve se manter", continuou. 

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica. O Índice da Situação Atual (ISA-E) recuou 0,8 ponto em março, para 91,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) desabou 14,9 pontos, para 87,7 pontos, saindo da zona de neutralidade para a zona de péssimo.

"Além disso, neste mês, o IE-E fechou abaixo do ISA-E, algo que não acontecia desde setembro de 2015", informou a FGV Ibre. A confiança de todos os setores componentes do ICE recuou em março. As maiores quedas ocorreram nos setores de Serviço e Comércio, com quedas de 11,6 e 11,7, respectivamente.

A confiança na Indústria caiu 3,9 pontos e na Construção, 2,0. Todos o setores foram influenciados pela queda da expectativa, explicou a FGV. A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 3.981 empresas dos quatro setores entre os dias 2 e 25 de março.

FOTO: Thinkstock





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