Economia

Confiança do comerciante sobe 14,4% em setembro, diz CNC


O empresário do comércio começa a sentir que a economia está reaquecendo. Houve alta de 42% no subíndice que mede a satisfação com a situação atual


  Por Redação DC 18 de Setembro de 2020 às 12:49

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), registrou alta 14,4% em setembro, chegando aos 91,6 pontos.

Registros acima dos 100 pontos mostram otimismo dos empresários. Como a medição está abaixo desse limite, ainda há pessimismo entre os comerciantes.

Mas o resultado de setembro foi o terceiro positivo seguido, e o maior desde o início da pesquisa, em abril de 2011. No comparativo anual, entretanto, há queda de 23,1%.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a flexibilização das medidas de distanciamento social deve sustentar a retomada gradual da atividade econômica no terceiro trimestre.

“O volume de vendas do comércio tem apresentado crescimento nos últimos meses, impulsionado pela reabertura das lojas do varejo não essencial, o que tem impactado na percepção cada vez mais otimista dos comerciantes”, diz Tadros.

Ele destaca também que a manutenção dos benefícios emergenciais, mesmo que em valores menores, vai dar fôlego ao consumo até o fim do ano.

Em setembro, o índice de confiança da CNC registrou crescimento em todos os itens pesquisados.

Entre os principais subíndices, o que apresentou a maior alta mensal foi o referente à satisfação dos comerciantes com as condições atuais (+42,1%), que chegou a 55 pontos – o segundo avanço seguido do item, depois de cinco meses de quedas intensas.

O indicador, contudo, ainda está 41,5% atrás do nível verificado em setembro de 2019.

Especificamente em relação à economia, 65,6% dos empresários do comércio se mostraram mais satisfeitos do que em agosto – o maior percentual positivo da pesquisa e recorde para este item, que atingiu 40,1 pontos, após queda de mais de 90 pontos durante a pandemia.

O indicador que avalia as expectativas para o curto prazo – o único acima dos 100 pontos – avançou novamente (+7,2%), alcançando 138,6 pontos e indicando que os comerciantes estão otimistas em relação à economia (+9,7%) e ao desempenho do comércio (+6,9%) e da própria empresa (+5,2%).

CONTRATAÇÕES

O índice que mede as intenções de investimento também acumulou o segundo aumento mensal consecutivo (+13,1%) – o maior crescimento da série para este indicador.

O resultado positivo do item, que chegou a 81,1 pontos, foi puxado pelo aumento da intenção de contratação de funcionários, que subiu a 98,8 pontos, após crescimento mensal recorde de 22,3%.

Economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira chama a atenção para a proporção de empresários do varejo que afirmaram ter pretensão de aumentar o quadro de funcionários em setembro (50,6%, contra 33,2% em agosto).

“A intenção de contratar pelo comércio avançou em todas as regiões do País, e mais da metade dos comerciantes já pretende aumentar o quadro”, destaca. “Em julho, cerca de 75% dos comerciantes afirmavam que reduziriam a quantidade de funcionários, um quadro que se reverteu rapidamente nos últimos dois meses.”

O índice de situação atual dos estoques teve em setembro o primeiro aumento em cinco meses (+4%), atingindo 81,5 pontos.

O percentual de comerciantes que consideram o nível dos estoques acima do adequado diante da programação das vendas diminuiu pela primeira vez desde dezembro de 2019, de 35,1%, em agosto, para 33,4%, em setembro.

Segundo Izis, com a necessidade de isolamento social e as lojas do varejo não essencial mantidas fechadas por meses durante a pandemia, os estoques, inevitavelmente, ficaram obsoletos, mesmo com parte das vendas efetuadas pelo comércio eletrônico.

“Alguns segmentos do varejo foram particularmente afetados, como vestuário, calcados e acessórios, então estão adotando estratégias para readequar o nível dos estoques diante das vendas, que deverão avançar ainda em ritmo gradual”, disse a economista.

 

IMAGEM:  Thinkstock





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