Economia

Comércio e serviços paulistanos fecham 47,6 mil vagas até fevereiro


Total leva em consideração o acumulado dos 12 meses anteriores iniciados em março de 2020, segundo levantamento da FecomercioSP, que diz 'não visualizar melhoras no horizonte'


  Por Estadão Conteúdo 12 de Abril de 2021 às 11:46

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Os setores de comércio e de serviços paulistanos fecharam 47,6 mil vagas com carteira assinada no período entre março de 2020 e fevereiro de 2021, retrata Pesquisa do Emprego no Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Além disso, segundo a entidade, o horizonte que se aproxima não oferece visões melhores. No período em análise, as perdas de emprego formal foram puxadas principalmente pelo segmento de serviços, com 41.515 em 12 meses.

A queda das vagas foi influenciada pela pandemia de covid-19 e pelas medidas de restrição de circulação que voltaram a ser adotadas neste ano com o recrudescimento da doença.

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No setor de serviços, a atividade que mais destruiu postos formais de trabalho foi a de alojamento e alimentação, com perdas de quase 104,6 mil vagas. Outros resultados negativos ainda chamam a atenção como casos dos segmentos educacional (-36.019 empregos) e das artes, cultura, esporte e recreação (-11.604).

De acordo com a nota da FecomercioSP, o resultado do setor de serviços só não foi pior no acumulado dos doze meses porque atividades administrativas , profissionais, científicas e técnicas (15.896) e de informação e comunicação (13.075) "contrabalançaram as perdas." Aqui, o saldo positivo foi de 64.744 vagas. 

Dos 41,5 mil empregos a menos no setor de serviços do Estado, a maioria das perdas foi registrada na capital paulista, onde o setor zerou 29.801 vagas formais. Na cidade de São Paulo, o segmento de alojamento e alimentação foi destaque negativo, com 51.701 postos entre março do ano passado e fevereiro de 2021.

Em relação a estabelecimentos de transporte, armazenagem e correio, houve fechamento de 7.630 empregos com carteira assinada na capital, enquanto o de Educação registrou queda de 14.687 vagas.

No caso do comércio, o pior desempenho ocorreu nos estabelecimentos de venda ou reparação de veículos, que acumularam destruição de 7.837 postos formais de trabalho em doze meses.

O varejo, por sua vez, ficou no vermelho em 4.429 vagas. Só na capital paulista, foram extintas 25.942 vagas com carteira assinada, com destaque para os 17.560 empregos a menos no varejo. 

FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil





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