Economia

Com reformas, Brasil pode crescer 3,5% em 2018


A estimativa é do Instituto Internacional de Finanças, que vê as alterações na Previdência como as mais importantes


  Por Estadão Conteúdo 07 de Abril de 2017 às 17:31

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Brasil pode crescer 3,5% no ano que vem, caso a agenda de reformas avance, principalmente a reforma da Previdência, afirma o Instituto Internacional de Finanças (IIF) em relatório nesta sexta-feira, 7/04.

O relatório traz rápidos comentários sobre três países da América Latina: Brasil, México e Argentina.

O IIF avalia que há crescente otimismo e que o presidente Michel Temer vai conseguir apoio político suficiente para aprovar a reforma da Previdência. 

O avanço da reforma vai dar novo estímulo para a confiança dos investidores e consumidores no Brasil e ainda permitir que o Banco Central prossiga cortando os juros em ritmo acelerado.

O relatório do IIF foi produzido depois que os economistas do instituto, que tem sede em Washington e é formado pelos 500 maiores bancos do mundo, participaram de um fórum este mês no Paraguai sobre perspectivas econômicas para América Latina e outro em Buenos Aires, nos dias 1 e 3, respectivamente.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Levantamento feito pelo Jornal O Estado de S. Paulo com deputados a respeito de reforma da Previdência que tramita na Câmara mostra que 265 parlamentares são contrários à proposta, enquanto os que são a favor somam 99. 

Outros 35 estão indecisos; 58 não quiseram responder; 54 não foram encontrados, e um disse que deve se abster.

O levantamento também mostrou que 69 deputados são a favor, mas com alteração da idade mínima para mulheres, e 53 apoiam as mudanças, mas com alteração da idade mínima para homens. 

Além disso, 73 são favoráveis, mas com criação de uma regra de transição para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, e 76 defendem a retirada da exigência de 49 anos de contribuição para ter o direito de benefício integral.

FLEXIBILIZAÇÃO

Para atrair o apoio de mais parlamentares, o governo tem alterado pontos da reforma. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o impacto dessas mudanças pode diminuir de 15% a 20% a economia que o governo previa obter nos próximos 10 anos com a reforma. 

Em valores financeiros, a economia pode cair de R$ 750 bilhões a R$ 800 bilhões para cerca de R$ 650 bilhões. Segundo o ministro, contudo, os cálculos estão baseados em "estimativas imprecisas" que ainda dependem de como ficarão regra de transição, benefícios e pensões no texto final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016.

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