Economia

Com real desvalorizado, Big Mac no Brasil é o 17º mais caro


Há seis meses o preço do lanche no país era o 9º mais alto do mundo, segundo levantamento da revista The Economist. O dólar de então valia R$ 3,17 e hoje está cotado em R$ 4,02


  Por Redação DC 07 de Janeiro de 2016 às 18:20

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A desvalorização do real frente ao dólar fez o Brasil cair várias posições no Índice Big Mac, publicado periodicamente pela revista britânica The Economist. Esse indicador compara o preço do famoso lanche vendido pela rede McDonald´s em diferentes países.

O dado divulgado nesta quinta-feira (07/01) mostra que o Big Mac no Brasil é o 17° mais caro entre 44 países pesquisados (os países do Euro foram agrupados) . No resultado anterior, de julho de 2015, o país aparecia na 9ª posição.

Nesse intervalo de seis meses o Big Mac manteve o preço de R$ 13,50. Mas em julho passado, com o dólar valendo R$ 3,17, o preço do lanche por aqui era equivalente a US$ 4,26, uma depreciação de 11%, visto que nos Estados Unidos ele era vendido por US$ 4,79.

Já a divulgação desta quinta-feira tem como pano de fundo um dólar que vale R$ 4,02, o que faz o lanche vendido no país por R$ 13,50 custar o equivalente a US$ 3,35. Além da desvalorização cambial, o Big Mac ficou mais caro nos Estados Unidos, onde é vendido por US$ 4,93, o que acarretou uma depreciação de 32% no preço do lanche no Brasil.

O Big Mac mais caro do mundo é o Suíço, que custa o equivalente a US$ 6,44, uma sobrevalorização de 30,07% na comparação com o valor do lanche nos Estados Unidos.

O índice Big Mac é divulgado pela The Economist desde 1986 como uma tentativa de tornar a teoria de taxas de câmbio mais palatável.

É baseado na ideia da paridade do poder de compra, segundo a qual as taxas de câmbio deveriam se mover em direção a um nível que tornaria igual o preço de uma cesta de produtos em diferentes países.

Neste caso, se o custo local de um sanduíche é superior ao preço nos EUA, de US$ 4,93, a moeda está sobrevalorizada, ou cara. Se o preço local é inferior a esse nível, a moeda está subvalorizada, ou barata.

A Economist lembra que o dólar se fortaleceu em todo o mundo nos últimos meses, em parte em função da decisão do Federal Reserve de elevar os juros, em dezembro, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão estão afrouxando a política monetária.

Além disso, muitas moedas emergentes foram afetadas pela queda nos preços das commodities. "A menor demanda da China e um excesso de oferta tiraram valor das exportações da Austrália, Brasil e Canadá, entre outros países, fazendo suas moedas murcharem também", diz a revista.

 

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