Economia

Com fraco crescimento da renda, movimento do comércio cai 1,5%


Mercado de trabalho fragilizado influenciou os resultados de fevereiro, em especial no segmento de eletrodomésticos, que caiu 3,8% antes mesmo dos efeitos da pandemia de coronavírus, diz a Boa Vista


  Por Estadão Conteúdo 27 de Março de 2020 às 10:07

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O mercado de trabalho fragilizado com fraco crescimento de renda provocou uma queda nas vendas do varejo em fevereiro, antes mesmo dos efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a atividade no Brasil.

Segundo levantamento da Boa Vista, o segmento que mais sofreu foi o que, naturalmente, exige desembolsos maiores do consumidor, que é o de Móveis e Eletrodomésticos. A queda foi de 3,8% na comparação mensal, já descontados os efeitos sazonais.

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O segmento deu a maior contribuição para o Indicador de Movimento do Comércio, que acompanha as vendas em todo o Brasil, registrar um recuo de 1,5% em fevereiro na comparação mensal dessazonalizada.

Em 12 meses, o indicador subiu 1,3%. Já em relação a igual mês de 2019, o varejo apontou crescimento de 0,8%. Já a atividade Supermercados, Alimentos e Bebidas ficou estável (0,0%) em fevereiro na série dessazonalizada.

Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses foi de 1,7% em relação ao ano anterior. O segmento Tecidos, Vestuários e Calçados cresceu 0,2% no mês e, em 12 meses, 7%. E o grupo Combustíveis e Lubrificantes apresentou alta de 0,4% em fevereiro mas, em 12 meses, teve queda de -0,1%.

"Nota-se que as concessões de crédito com recursos livres aos consumidores mantiveram um bom ritmo de crescimento nos últimos meses, o que, somado ao nível controlado de preços e ao resgate dos recursos do FGTS no fim do ano passado, parecem ter suportado o crescimento interanual do movimento do comércio até o momento", diz nota da Boa Vista.

Para os próximos meses, a perspectiva é negativa. "Dadas as adversidades provocadas pela pandemia do novo coronavírus, pode-se esperar uma piora no emprego e no nível de consumo em 2020", prevê. "O cenário aponta para uma provável desaceleração da atividade econômica e do movimento do comércio nos próximos meses."

FOTO: Arquivo DC





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