Economia

Chegamos a 12,9 milhões de desempregados. Triste recorde


A taxa de desemprego só não foi mais elevada, segundo o IBGE, porque 726 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano


  Por Estadão Conteúdo 24 de Fevereiro de 2017 às 10:27

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Brasil registrou o patamar recorde de 12,921 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em janeiro de 2017, na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada no primeiro trimestre de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Isso significa que há mais 3,302 milhões de desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 34,3%.

Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 1,9% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 1,748 milhão de postos de trabalho.

Como consequência, a taxa de desemprego passou de 9,5% no trimestre até janeiro de 2016 para 12,6% no trimestre até janeiro de 2017, também a mais alta já registrada na série histórica da pesquisa.

A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 726 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano.

O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 1,1% no trimestre encerrado em janeiro ante o mesmo período de 2016.

TAXA DE DESOCUPAÇÃO

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,6% no trimestre encerrado em janeiro de 2017, de acordo com dados da divulgados nesta sexta.

Em igual período de 2016, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 9,5%. No quarto trimestre de 2016, o resultado ficou em 12,0%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.056 no trimestre até janeiro. O resultado representa alta de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 180,2 bilhões no trimestre até janeiro e ficou estável ante igual período do ano anterior.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional.

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A pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produzia informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

RENDA

A renda domiciliar per capita nominal mensal ficou em R$ 1.226,00 no País em 2016, de acordo com a Pnad Contínua. ,

A renda domiciliar per capita mais alta foi registrada no Distrito Federal, de R$ 2.351,00, enquanto a mais baixa era a do Maranhão, R$ 575,00, seguido por Alagoas, R$ 662,00.

Em São Paulo, a renda per capita nominal alcançou R$ 1.723,00 em 2016. No RJ, o rendimento ficou em R$ 1.429,00, e em Minas Gerais, foi de R$ 1.168,00.

Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa, explicou o IBGE. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares pelo total dos moradores.

IMAGEM: Thinkstock






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