Economia

Cai pela metade intenção de compra de bens duráveis


A maioria dos entrevistados aponta sua situação financeira como ruim e sente insegurança no emprego, de acordo com levantamento da ACSP


  Por Redação DC 19 de Abril de 2016 às 10:51

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Em um ano, a intenção dos consumidores brasileiros de comprar eletroeletrônicos caiu pela metade. Em março, apenas 16% dos entrevistados disseram estar à vontade para adquirir esses itens, sobre 31% no mesmo mês de 2015.

Esse é um dos resultados da pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que ouviu consumidores de todas as regiões brasileiras acerca da intenção de consumirem e de suas percepções quanto a situação financeira e emprego.

Quando a pergunta focou em bens duráveis de maior valor - como imóveis e automóveis – o resultado foi o seguinte: 10% se sentiam à vontade para adquiri-los em março de 2016, contra 23% há um ano.

LEIA MAIS: Indefinição política deixa a confiança no fundo do poço

“Observam-se grandes variações nesses indicadores na comparação com março de 2015. Esse pessimismo no consumo é reflexo da piora da percepção do consumidor em relação à sua situação financeira e ao seu emprego”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo). 

“Uma mudança de governo não garante que os problemas do Brasil vão se resolver automaticamente. Será necessário muito trabalho para que se possa iniciar a retomada de crescimento da economia” brasileira.”

O número de brasileiros que consideraram, em março, que sua situação financeira futura vai piorar nos próximos meses foi de 34%, ante 18% no mesmo período do ano passado. A parcela de pessoas que avaliaram sua situação financeira atual como ruim passou de 35% para 51% em um ano.

LEIA MAIS: Inflação afeta bolso de 94% dos brasileiros

Por fim, a parcela de inseguros em seus empregos saltou de 35% para 57% na mesma base de comparação.

A pesquisa foi encomendada ao Instituto Ipsos pela ACSP, e ouviu 1,2 mil pessoas de todas as regiões brasileiras entre os dias 13 e 30 de março. A margem de erro da pesquisa é de três pontos.  

*Foto: Thinkstock