Economia

Brasileiro vê fim da crise distante


Pesquisa da Hello Research aponta que a piora da avaliação da administração Bolsonaro e a revolta com o futuro do Brasil, além da percepção de que o país está no rumo errado como alguns dos motivos


  Por Redação DC 15 de Maio de 2019 às 14:35

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Hoje apenas 15% dos brasileiros avaliam sua situação financeira pessoal como boa ou muito boa. Enquanto isso, 22% informam estar com a situação ruim ou muito ruim.

Os dados são da quarta tomada da Pesquisa Hello Monitor Brasil, da agência Hello Research, realizada pessoalmente entre os dias 05 e 12 de abril com 1,2 mil entrevistados.

Quando pensam em como estará a própria situação financeira daqui a seis meses, em geral, os respondentes estão mais otimistas: 46% tem fé que a situação estará muito melhor ou melhor contra 16% que desconfiam que ela estará pior ou muito pior.

Mas, em janeiro de 2019, eram 56% aqueles que confiavam que a própria situação financeira iria melhorar nos 6 meses seguintes, o que representa uma queda de dez pontos percentuais e indica que as perspectivas da população em relação ao futuro pioraram ao longo do primeiro trimestre do ano.

A pesquisa ainda revela outros indicativos da piora das perspectivas do brasileiro. Por exemplo, hoje há menos pessoas que se sentem confiantes em sua capacidade de investir no futuro.

Em janeiro, 45% dos entrevistados informavam estar muito mais confiantes ou mais confiantes para investir no futuro e hoje são 33%, sendo que a maior parte, 37%, se diz menos ou muito menos confiante.

Além disso, a saída da crise econômica parece mais distante: em janeiro, 56% dos entrevistados acreditavam que a crise econômica ultrapassaria todo o ano de 2019 sem ser solucionada, hoje, já são 74%.

A queda dos índices acompanha a piora da avaliação da administração Bolsonaro e o aumento dos sentimentos de preocupação e revolta com o futuro do Brasil além da percepção de que o país está no rumo errado.

O aumento da insegurança também influencia a confiança da população para realizar compras mais importantes. Quando pensam em compras como carro e casa, 54% dos entrevistados dizem estar menos ou muito menos à vontade para fazer essa compra hoje do que em relação a seis meses atrás sendo que apenas 20% se sentem muito mais ou mais à vontade.

Já quando pensam em compras para casa, como geladeira ou fogão, 44% estão muito menos ou menos à vontade e 28% dizem estar mais ou muito mais à vontade.