Economia

Brasil registra saldo positivo de emprego em setembro


Os destaques foram a indústria de transformação, que gerou 25,6 mil vagas, e o comércio, com 15 mil. "Mais empregos na indústria significam mais renda na economia e vendas no comércio", disse Alencar Burti, presidente da ACSP


  Por Agência Brasil 19 de Outubro de 2017 às 19:42

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O mês de setembro registrou aumento de 34.392 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (19/10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Este é o sexto mês seguido em que foram abertas mais vagas de trabalho formal.

No acumulado do ano, o saldo positivo chega a 208.874 empregos, um aumento de 0,5% em relação ao estoque de empregos de 2016.

A Região Nordeste novamente foi a que gerou mais postos de trabalho com 29.644 vagas. Em seguida, vêm as regiões Sul, com 10.534, e Norte, com 5.349.

Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, houve redução nos postos, com quedas respectivas de 8.987 e 2.148 empregos.

Entre as 27 unidades federativas, 20 tiveram saldo positivo. Pernambuco foi o estado que teve melhor resultado, com 13.992 vagas abertas. Em seguida, aparecem Santa Catarina, com 8.011; Alagoas, com 7.411; Pará, com 3.283, Paraná, com 2.801, Bahia, com 2297 e Ceará, com 2.161.

Os destaques negativos foram o Rio de Janeiro, com redução de 4.769 vagas; Minas Gerais, com menos 4.291, e Goiás ,com menos 3.493 postos.

SETORES

Dos oito setores pesquisados, os números do Caged mostram que, em setembro, quatro registraram aumento nos postos de trabalho.

No mês passado, o setor da indústria de transformação puxou a geração de empregos, com 25.684 postos. No mês anterior, a liderança foi do setor de serviços. Destacaram-se também em setembro o comércio, com 15.040 vagas; serviços, com 3.743 e construção civil, com 380.

Houve retração nos setores de agropecuária (menos 8.372 vagas); serviços, indústrias de utilidade pública (menos 1.246); administração pública (menos 704) e extrativo mineral (menos 133).

Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a setembro, divulgados pelo Ministério do Trabalho, indicam que a economia segue no caminho da recuperação.

“É um sinal de crescimento, porque são vários meses seguidos de abertura de vagas, embora ainda estejamos longe de recuperar as perdas dos últimos anos. De qualquer maneira, trata-se de um dado bem positivo e está claro que o pior já passou”, diz.

Burti destaca o desempenho da indústria, afirmando que o crescimento do setor vai impulsionar os demais.

“Mais empregos na indústria significam mais renda na economia, mais consumo e, portanto, mais vendas no comércio e maior procura por serviços. É um sistema de vasos comunicantes: à medida que um setor vai bem, ele vai permitir que os outros também performem bem”, declara.

Por fim, Burti destaca que, embora o desempenho nas contratações esteja fortemente relacionamento à base fraca de comparação, a política econômica do governo tem se mantido na direção certa.

“Essa queda na taxa de juros tem ajudado bastante; e a queda da inflação, por outro lado, beneficia o consumidor de menor renda. Temos condições para voltar a crescer. Mas falta mais controle na área fiscal”, frisa Burti.

SALÁRIOS

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve queda real de 0,83% em setembro ante agosto, para R$ 1.478,52, segundo dados do Caged. Na comparação com o mês de setembro do ano passado, porém, houve alta de 5,59%.

No acumulado do ano, também há ganho de 4,15% acima da inflação no salário médio de admissão, de acordo com dados do Caged.

*Com Redação DC

IMAGEM: Agência Brasil