Economia

Brasil perdeu R$ 466 bi com retração do PIB


Cálculo feito pelo ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, mostra que desgovernança causou um enorme prejuízo para o Brasil, em 2015 e 2016


  Por Agência Brasil 11 de Abril de 2017 às 14:11

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A retração do Produto Interno Bruto (PIB) por dois anos sucessivos causou prejuízo de R$ 466 bilhões à economia brasileira. O cálculo foi feito pelo ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), a partir dos dados de 2015 e 2016, quando o conjunto dos bens e riquezas produzidas no país encolheram 3,8% e 3,6%, respectivamente.

“A desgovernança causou um enorme prejuízo para o Brasil, que perdeu R$ 466 bilhões devido à perda de confiança e, consequentemente, de investimentos na nação”, afirma o ministro, associando a falta de crescimento ao descumprimento da legislação.

“Todos perdemos com essa crise, que aconteceu em decorrência da falta de cumprimento das leis, especialmente da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Para o ministro, a recuperação dos prejuízos e a retomada do crescimento vai demorar e exigirá reformas políticas.

“É difícil prever o futuro, mas é claro que teremos dificuldades pelos próximos cinco, seis anos. Com as recentes perdas, voltamos a uma situação econômica próxima a do final da década passada. Recuperar isso será um processo muito lento e dependerá de algumas reformas de que o país precisa e sem as quais não teremos como arcar com o chamado custo Brasil, que é muito alto”, diz.

O ministro defendeu a necessidade de órgãos de Estado trabalharem de forma coordenada e oTCU aferir as contas públicas. Ele criticou ainda a falta de planejamento na elaboração de políticas e construção de obras públicas.

“Gasta-se muito dinheiro de forma irregular no país, por não termos um planejamento adequado”, ressalta, citando a ausência de políticas, programas ou diretrizes especificas para os municípios que abrigam patrimônios da humanidade.

“Não há priorização, nem uma coordenação. É nisso que queremos auxiliar o Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]: fazer uma auditoria gratuita para quem vai tomar decisão. O trabalho do TCU visa orientar a quem quer que esteja no governo. O TCU tem que mostrar aonde estão os gargalos da administração pública.”

*FOTO: Thinkstock





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